Região registra terceira morte por Covid-19, segundo SESA

14 de junho de 2020 às 21h56m

Boletim da Secretaria de Estado da Saúde divulgado neste domingo, 14, registra morte de morador de Mallet. As outras vítimas residiam em Imbituva e Fernandes Pinheiro

Da Redação

Imagem aérea de Mallet. Foto: Divulgação

A região de Irati registrou a terceira morte pelo vírus Sars-CoV-2, causador da Covid-19. A vítima residia em Mallet. O óbito passou a constar no Informe Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) divulgado neste domingo, 14.

O malletense tinha 60 anos e morava no Distrito de Rio Claro do Sul. Ele estava internado no hospital Regional São Camilo, em União da Vitória. O homem já era tratado como um caso recuperado da doença, conforme a SESA. O paciente era cardíaco e chegou a receber alta do hospital Regional no dia 11 de maio. Posteriormente, ele teve complicações e precisou de nova internação na mesma instituição em União da Vitória, onde faleceu na madrugada deste domingo, 14. O corpo dele foi velado na residência de familiares na Colônia Passinhos, em Mallet. Já o sepultamento ocorreu na tarde de hoje, 14, no Cemitério da Colônia Eufrozina, em São Mateus do Sul.

Apesar do Informe Epidemiológico Estadual tratar o caso como uma morte causada por complicações da Covid-19, a secretária de Saúde de Mallet, Lorena Soares, disse que o município ainda aguarda o posicionamento da 6ª Regional de Saúde de União da Vitória.

“Nós ainda não podemos fazer um boletim até porque o hospital Regional só nos comunicou que o paciente tinha ido a óbito, mas não passaram o atestado de óbito para nós. Como esse paciente já constava no boletim do Estado como um paciente curado e nós temos que primeiro ter as informações corretas do que está acontecendo. Então nem nós, nem a 4ª Regional, no momento, podemos dizer com certeza o que ocorreu e passar as informações corretas. O Estado considerou como óbito em consequência do Covid, mas essa informação quem passou para o Estado foi a 6ª Regional de Saúde, não foi a 4º [Regional] e nem o município. Então nós temos que esperar primeiro a confirmação do caso para depois passarmos as informações para a população”, disse Lorena em áudio repassado nas redes sociais na noite deste domingo, 14.

As outras pessoas que faleceram por complicações causadas pelo novo coronavírus na região foram moradores de Imbituva e Fernandes Pinheiro. O primeiro óbito ocorreu no dia 4 de junho. Um homem, de 49 anos, que residia na área urbana de Fernandes Pinheiro, faleceu no hospital Universitário Regional dos Campos Gerais, em Ponta Grossa, onde permaneceu internado 16 dias. Já a segunda morte foi de uma mulher, de 44 anos, que morava em Imbituva e também estava hospitalizada no hospital Regional, em Ponta Grossa. Ela ficou internada 18 dias, sendo 12 em Ponta Grossa. A imbituvense era portadora de Diabetes Mellitus.

Além da morte do morador de Mallet, a SESA registrou mais 13 óbitos no Paraná neste domingo, 14. Todos estavam internados. As vítimas foram duas mulheres e 12 homens, com idades que variam de 41 a 94 anos. Seis deles residiam em Londrina, dois em Curitiba e um nos municípios de Apucarana, Jaguapitã, Mallet, Mariópolis, Piraquara e São José dos Pinhais. Os óbitos ocorreram entre quarta, 10, e domingo, 14.

O Informe Epidemiológico da SESA de hoje, 14, contabiliza mais 350 casos de coronavírus no Estado. No total são 9.583 casos diagnosticados e 326 mortos desde o início da pandemia.  419 pessoas estão internadas com Covid-19 no Paraná, sendo 309 em leitos SUS (141 em UTI e 168 em leitos clínicos/enfermaria) e 110 em leitos da rede particular (40 em UTI e 70 em leitos clínicos/enfermaria). Há outros 760 pacientes em leitos UTI e enfermaria que aguardam resultados de exames. Eles estão nas redes pública e particular e são considerados casos suspeitos de infecção. O número de cidades do Estado com pelo menos um caso da doença subiu para 302 com os primeiros registros em Turvo e Cruz Machado. As mortes foram registradas em 107 municípios.

A SESA salienta que os municípios têm critérios diferentes de confirmação de casos. Por isso, pode ocorrer divergência do número de registros. A secretaria Estadual também relatou que as cidades repassam informações para as regionais de Saúde, que encaminham os dados para a SESA.

As informações são da Agência Estadual de Notícias

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