Após perder a perna em acidente na BR-153, jovem de Imbituva faz campanha para continuar tratamento

06 de agosto de 2026 às 20h26m

Eduarda Lemes Pinheiro já conseguiu a prótese com ajuda de doações, mas agora busca arrecadar cerca de R$ 5 mil para custear fisioterapia, exames e demais despesas durante a reabilitação/Paulo Sava e Diego Gauron

A jovem Eduarda Lemes Pinheiro, moradora de Imbituva, está mobilizando uma campanha para arrecadar recursos que possibilitem a continuidade do tratamento de reabilitação após sofrer um grave acidente de trânsito no início deste ano. A colisão entre um carro e a motocicleta em que ela estava ocorreu no dia 9 de fevereiro, na BR-153, nas proximidades do Parque Industrial de Imbituva.

Conforme informações do Jornal Diário dos Campos, Eduarda sofreu ferimentos gravíssimos e foi socorrida de helicóptero ao Hospital Universitário Regional de Ponta Grossa. Durante o atendimento, os médicos constataram que seria necessária a amputação da perna direita para preservar sua vida.

Depois de 26 dias internada, a jovem recebeu alta hospitalar, retornou para casa e conseguiu garantir uma prótese graças à solidariedade de pessoas que contribuíram com doações. Agora, ela enfrenta uma nova etapa da recuperação: a adaptação à prótese, que exige sessões frequentes de fisioterapia, consultas médicas, exames e outros cuidados.

Em entrevista à Najuá, Eduarda relembrou o dia do acidente. Ela contou que estava retornando para casa na hora do almoço, após trabalhar pela manhã, quando ocorreu a colisão. “Foi gravíssimo. Eu tinha ido trabalhar na segunda e estava vindo almoçar em casa. […] Daí eu estava vindo para casa e acabei sofrendo um acidente de moto. Pulei na moto três vezes e caí meio que sentada no chão”, frisou.

A jovem explica que pouco se recorda dos momentos seguintes ao acidente. Segundo ela, as lembranças vieram apenas depois de assistir ao vídeo da ocorrência. “Hoje até eu não lembro de nada, de como que foi o acidente, o que que eu senti. […] Eu fiquei alguns dias sedada. Depois eu vi o vídeo do acidente, daí eu fui ver o que que era”, contou.

Eduarda foi encaminhada ao Hospital Regional de Ponta Grossa, onde permaneceu internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Aos poucos, foi entendendo a gravidade do quadro clínico. “Depois que eu acordei, eu olhei para saber onde que eu estou, porque eu fiquei sem entender. […] Depois que eu fui sabendo as coisas, tudo”, relatou.

Segundo ela, a família viveu dias de muita apreensão durante a internação. “A minha família foi lá no primeiro dia. Eu fiquei no centro cirúrgico bastante tempo. Depois o médico falou para a minha família que eu não ia correr o risco, mas que talvez eu ia ficar meses e tinha que acreditar em Deus lá em cima”, lembrou.

A fé foi um dos pilares que ajudaram Eduarda durante a recuperação. “Eu acreditei, minha família também esteve orando, tendo fé. Porque eu tenho fé em Deus. Eu sou cristã e eu sei que o Senhor esteve comigo em todo o tempo. Então eu acreditei que eu ia sair de lá viva”, ressaltou.

Para ela, o dia do acidente representa um recomeço. “Na verdade, dia 9 de fevereiro foi o dia em que eu sofri o acidente. Então, 9 de fevereiro de 2026, eu renasci. Então, 9 de fevereiro de 2027 é o meu aniversário também”, comemorou.
Eduarda também destacou o apoio recebido dos familiares durante todo o período de internação e recuperação. “A minha família esteve orando por mim, mas esteve sofrendo, porque família é difícil. […] A minha mãe esteve indo todo dia na UTI. A minha irmã trabalhava e ela precisou sair do serviço porque ela não ia aguentar ficar trabalhando. Então ela precisou sair do emprego para cuidar de mim”, contou.

Prótese garantida e nova etapa da recuperação

Após diversos orçamentos, a jovem conseguiu adquirir a prótese graças à ajuda de pessoas que contribuíram financeiramente. “Fiz alguns orçamentos. […] Eu tinha arrecadado um valor que não era muito grande e ainda faltava bastante. Surgiu uma pessoa que sentiu no coração de doar o restante. Então agora eu já garanti a prótese”, celebrou Eduarda.

Ela explica que, agora, inicia uma nova fase do tratamento. “Estou em casa e continuo nas consultas em Ponta Grossa. Estou fazendo a físio aqui na cidade, pelo SUS, na terça e na sexta. Agora vou começar a fazer a físio em Ponta Grossa, na clínica da prótese, na segunda e na quarta”, ressaltou.

Segundo Eduarda, serão necessários pelo menos cinco meses de acompanhamento especializado. “Eu preciso fazer a física bem certinho para não sofrer nada. É no mínimo cinco meses que eu preciso ir na clínica da prótese, e talvez mais meses”, afirmou.
Campanha busca arrecadar recursos

Embora a prótese já esteja garantida, Eduarda afirma que ainda precisa de ajuda para custear despesas com deslocamentos, exames particulares e materiais necessários para o tratamento. “Eu preciso arrecadar mais um dinheiro por conta que eu preciso ir duas vezes na semana em Ponta Grossa. Também preciso comprar alguns produtos para usar no coto, na outra perna, e tenho exame para fazer particular que não é bem barato”, contou.

Ela estima que serão necessários entre R$ 5 mil e R$ 6 mil para cobrir esses custos. “Eu acredito que no mínimo cinco mil, seis mil por aí. Tem exame que eu preciso fazer particular porque pelo SUS demora e eu não posso ficar esperando”, frisou.

Além das despesas médicas, Eduarda relata dificuldades financeiras por ainda não estar recebendo regularmente o benefício previdenciário. “Estou afastada desde fevereiro. O INSS pagou um mês e mais um pouquinho de dias e até agora não pagou mais nada. Eu estou em judicial. Já deu certo, só que até agora o INSS não mandou o dinheiro ainda”, apontou.

Enquanto aguarda a regularização do benefício, ela conta com o apoio de familiares, amigos e da comunidade. “Eu conto com as pessoas porque aquilo que sentir no coração de doar para mim, Deus recompensará cem vezes mais”, comentou.

Como ajudar

As doações podem ser feitas por meio da chave Pix, que é o e-mail pdudalemes@gmail.com (ou no QR code ao lado). Segundo Eduarda, qualquer contribuição é bem-vinda para auxiliar na continuidade da recuperação. “Pode mandar no meu Pix. Se alguém sentir no coração e precisar entregar em dinheiro também pode me encontrar. Mas, se quiser mandar no Pix, pode ser no Pix”, finalizou.

Atualmente, Eduarda recebe apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva para o transporte até Ponta Grossa, onde realiza parte do tratamento. No entanto, os custos com fisioterapia especializada, exames e outros materiais continuam sendo responsabilidade da família, motivo pelo qual a campanha solidária permanece ativa.

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