Evento promovido pelo Grupo Muzenza acontece no CT Willy Laars, com apresentações culturais, cerimônia de graduação e participação de alunos de projetos sociais e da academia. Público estimado é de aproximadamente 800 pessoas/Paulo Sava, com entrevista de Juarez Oliveira

Resumo: – Evento reunirá cerca de 200 crianças atendidas pela academia e pelos projetos sociais do Grupo Muzenza em diversos bairros;
- Festival contará com apresentações culturais e musicais, cerimônia de batizado e troca de graduação dos alunos;
- Evento foi planejado especialmente para que os próprios alunos sejam os protagonistas
O Grupo Muzenza de Capoeira de Irati realiza neste sábado, a partir das 14 horas, no Centro de Eventos do CTG Willy Laars, o 1º Festival Infantil de Capoeira. O evento reunirá mais de 200 crianças atendidas pela academia e pelos projetos sociais desenvolvidos em diversos bairros do município, além de familiares e da comunidade em geral. A expectativa é de que cerca de 800 pessoas participem da programação.
Além das tradicionais rodas de capoeira, o festival contará com apresentações culturais e musicais, cerimônia de batizado e troca de graduação dos alunos. Segundo o responsável pelo Grupo Muzenza em Irati, professor Leandro Muller Bozza, o Pimenta, o principal objetivo do festival é fortalecer os valores transmitidos pela capoeira e promover a integração entre as crianças. “O principal objetivo é promover a valorização da capoeira como fortalecimento de valores como respeito, disciplina, união e amizade. A integração dos alunos, tanto dos projetos sociais quanto da academia, fortalece a prática esportiva e cultural da capoeira aqui na cidade de Irati”, afirmou.
As mais de 200 crianças que participarão do evento são atendidas em diferentes projetos sociais desenvolvidos pelo grupo em parceria com a assistência social do município. Os alunos frequentam atividades nos CRAS, na Cidade da Criança, em centros culturais e também na Academia Muzenza da Lagoa.
Pimenta explica que o festival foi planejado especialmente para que os próprios alunos sejam os protagonistas. “O evento foi todo pensado para eles. Eles vão tocar os instrumentos, participar das rodas de capoeira, fazer apresentações culturais e musicais e receber as graduações. É um dia preparado para valorizar o trabalho das crianças”, contou.
O professor destaca que o festival não terá caráter competitivo. O foco será a valorização da trajetória de cada aluno dentro da modalidade. “Muitos alunos vão receber a primeira graduação e outros farão a troca de graduação. A primeira graduação simboliza a entrada do capoeirista na comunidade da capoeira, quando ele passa a fazer parte oficialmente desse universo”, pontuou.
Cerimônia de graduação
Um dos momentos mais aguardados do festival será a cerimônia de batizado e troca de cordas, considerada um marco para quem pratica a modalidade. Segundo Pimenta, cada criança escolhe um padrinho ou madrinha para acompanhá-la na cerimônia. “A criança entra com o padrinho, que é uma pessoa com quem tem afinidade. Antes de entrar na roda, ela recebe a graduação e depois joga com um professor. É um momento muito importante para cada aluno”, frisou.
O sistema de graduação da capoeira infantil possui 16 níveis. Até os 13 anos de idade, as avaliações e trocas de graduação ocorrem a cada seis meses. Após essa idade, passam a ser anuais. “É feita uma avaliação. O tempo de prática conta muito, mas também a dedicação, o esforço e a evolução de cada aluno. Tudo isso resulta na mudança de graduação”, contou Pimenta. As crianças participantes do festival têm entre 3 e 15 anos, sendo que a maior parte possui idade entre cinco e doze anos.
Academia e projetos sociais
Atualmente, a Academia Muzenza conta com cerca de 60 alunos, enquanto os projetos sociais atendem um número ainda maior de crianças espalhadas pelos bairros da cidade. Um dos projetos mais antigos é desenvolvido na Praça CEU das Artes, que está completando três anos de funcionamento. “Lá são 25 crianças. Além delas, temos outras 90 crianças em um novo projeto desenvolvido juntamente com a assistência social, atendendo bairros como Fragatas, Centro da Juventude e Cidade da Criança”, contou Pimenta.
O professor explica que o trabalho continua sendo ampliado. “Hoje também estamos levando aulas para os CRAS da Lagoa, Vila São João, Guamirim e até para o interior. Nossa expectativa é dobrar o número de crianças atendidas”, frisou.
As oficinas são gratuitas para os participantes dos projetos sociais. Segundo Pimenta, basta procurar o CRAS do bairro para realizar a inscrição. “Os alunos recebem uniforme, participam das aulas gratuitamente e só pedimos comprometimento, presença nas aulas e nas apresentações”, contou.
Ele ressalta que disciplina e respeito fazem parte da formação dos praticantes. “A arte marcial trabalha muito a disciplina e o respeito. Existe uma hierarquia que precisa ser representada e valorizada”, finalizou.
