Professor investigado por supostos atos abusivos em Irati é absolvido em processo administrativo, afirma defesa

20 de julho de 2026 às 16h22m

Segundo os advogados do professor Christian Bueno Cruz, a Secretaria de Estado da Educação concluiu que não houve materialidade para as acusações analisadas no âmbito administrativo. Já o processo criminal segue em tramitação, sob segredo de Justiça, e o professor permanece afastado das funções

Advogado Guilherme Camargo, que compoe a defesa do professor afastado. Foto: Diego Gauron

O professor da rede estadual Christian Bueno Cruz, investigado por supostos atos abusivos após denúncias registradas em outubro 2025, foi absolvido no processo administrativo instaurado pela Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed). A informação foi divulgada à reportagem da Najuá pela defesa do docente. Assista aqui.

De acordo com os advogados Guilherme Morais Camargo e Adriana Krieger Freitas, a decisão foi publicada no Diário Oficial do Paraná por meio da Resolução nº 2788/2026 – GS/SEED, de 12 de junho de 2026.

Segundo a defesa, o procedimento administrativo concluiu pela inexistência de materialidade para as acusações analisadas. Apesar da decisão, o professor continua afastado das atividades enquanto o processo judicial, que tramita sob segredo de Justiça, segue em andamento.

O advogado Guilherme Morais Camargo explicou que o caso ainda está sendo analisado pelo Poder Judiciário e que novas audiências e oitivas ainda serão realizadas.

“O processo judicial ainda está em andamento, é um processo extremamente sigiloso, então a defesa se resguarda no sigilo do processo e aguarda novos desdobramentos. O processo administrativo já foi julgado e o professor foi absolvido. Entendeu-se que os fatos analisados naquele procedimento não tinham materialidade e, por isso, não houve qualquer condenação administrativa.”

Segundo o advogado, o professor permanecerá afastado da rede estadual até a conclusão do processo judicial.

Defesa pede cautela

O advogado afirmou que é importante diferenciar o resultado do processo administrativo da tramitação judicial, ressaltando que ambos analisam os mesmos fatos sob perspectivas diferentes.

“A sociedade precisa entender que, quando uma reportagem é divulgada, aquele fato ainda está no início. Depois disso, ele passa a ser investigado pelas autoridades competentes. Foi exatamente o que aconteceu neste caso.”

Ele também destacou que a defesa aguarda a conclusão da ação penal.
“A expectativa é que a verdade apareça. Independentemente de qual seja a prova produzida, a defesa, assim como qualquer interessado nesse processo e a própria sociedade, quer que a verdade seja esclarecida. Da mesma forma que a verdade apareceu no procedimento administrativo, nós esperamos que ela também apareça no processo judicial.”

Nota oficial da defesa

Em nota encaminhada à reportagem, a defesa afirmou que o professor foi absolvido no processo administrativo conduzido pela Secretaria de Estado da Educação.

Segundo o documento, o procedimento foi instaurado após denúncias anônimas divulgadas nas redes sociais em outubro de 2025, relacionadas a supostos toques físicos indevidos contra alunas em sala de aula.

A defesa sustenta que, durante a tramitação do processo administrativo, foram ouvidos diretores, pedagogas, funcionários e alunas que tiveram aulas com o professor nos últimos três anos. Conforme a nota, essas testemunhas afirmaram não ter presenciado qualquer conduta inadequada atribuída ao docente.

Ainda de acordo com a defesa, a absolvição foi publicada na Resolução nº 2788/2026 – GS/SEED, de 12 de junho de 2026. A nota também destaca que Christian Bueno Cruz atua como professor há 29 anos e afirma que nunca houve, durante esse período, qualquer fato que desabonasse sua conduta profissional.

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