Obra reúne dezenas de receitas doces, salgadas e bebidas elaboradas com a fruta nativa e busca fortalecer projeto de valorização da guabiroba na região/Texto gerado por IA, com reportagem de Paulo Sava

Resumo: – Durante o lançamento, convidados puderam degustar doces e pães preparados à base da fruta;
- Livro foi elaborado em parceria com o Instituto Guapin;
- Publicação está sendo comercializada por R$ 15 pelo próprio instituto.
A valorização da guabiroba, fruta nativa da nossa região, ganha um novo capítulo com o lançamento do livro “Deliciosas receitas preparadas com guabiroba”, que aconteceu na manhã desta sexta-feira, no Salão Nobre da Prefeitura de Irati.
Durante o lançamento, os convidados puderam degustar algumas receitas, como doces e pães preparados à base da fruta. Em entrevista à Najuá, a autora do livro, Débora Natasha Gryczinski Sloboda, contou como surgiu a ideia da elaboração da obra.
Segundo ela, tudo começou a partir de um convite feito pela agricultora Elita, integrante do projeto desenvolvido no Pinho de Baixo. “Tudo começou com a Elita me fazendo um convite, através do projeto da guabiroba lá do Pinho de Baixo, para que eu desenvolvesse receitas usando os produtos da guabiroba, usando a polpa deles, usando o tempero da guabiroba e também a fruta in natura”, relatou.
Débora explicou que passou a estudar as possibilidades gastronômicas da fruta e a criar receitas em casa. “Comecei a produzir, comecei a inventar coisa, usando, vendo o que dava certo, o que não dava certo. Já tirava fotos, já fazia receita para eu não esquecer. Aí fui criando um material todo”, comentou.
A partir desse trabalho surgiu a ideia de reunir as receitas em uma publicação. “Um dia nós conversamos e daí surgiu essa ideia de nós fazermos um livro de receitas. Então, junto com a Guapim, nós fizemos esse livro, que hoje se tornou realidade. Estamos pegando nas mãos e muito felizes por isso”, disse.
A autora afirmou que o livro reúne uma grande variedade de preparações. “Temos receitas doces, salgadas, drinks, para que as pessoas possam usar isso no seu dia a dia e consumir também os produtos da Guapim, as polpas congeladas e esse tempero que é tão diferente na culinária”, pontuou.
Entre as receitas favoritas, Débora destacou o brigadeiro de guabiroba. “Eu acho que essa do docinho é bem fácil, que é o brigadeiro de guabiroba, e é uma das minhas favoritas”, afirmou. Já entre os pratos salgados, ela destacou a quirera com carne de porco acompanhada de guabiroba em conserva.
A publicação está sendo comercializada por R$ 15. Segundo a autora, todo o valor arrecadado será revertido para o fortalecimento do projeto. “Todo o retorno financeiro vai para o próprio projeto, para custear, porque tem muitos custos. Ele precisa de muito incentivo para que se torne algo maior, alcance mais pessoas e possa crescer”, explicou.
Representando o Instituto Guapim, Rodrigo Heeman contou que o trabalho teve início em 2021, quando ele e outros profissionais conheceram as agricultoras do Pinho de Baixo. “Nós fomos para o Pinho de Baixo e encontramos lá as agricultoras, a Elita e a Inês. Elas vieram com um desafio para a gente. Somos farmacêuticos industriais, trabalhamos há 20 anos com ingredientes naturais da biodiversidade brasileira, e elas nos apresentaram a guabiroba”, recordou.
Rodrigo destacou o potencial produtivo da fruta. “Cada árvore de guabiroba, numa safra, dá em torno de 200 quilos de fruto. Então a nossa ideia é deixar a árvore em pé, valorizar a nossa biodiversidade e fazer de Irati um exemplo”, comentou.
Ele explicou que, desde então, foram estabelecidas parcerias com instituições como Embrapa e Sebrae, além da realização de oficinas gastronômicas e do desenvolvimento de novos produtos. “Estamos muito felizes. O projeto cresce a cada ano e agora queremos ampliar ainda mais a participação de restaurantes, bares e estabelecimentos que queiram trabalhar com os produtos da guabiroba”, frisou.

Fruta versátil e com potencial econômico
Uma das idealizadoras do projeto, Elita Rossa Sartoretto, ressaltou a importância de valorizar uma fruta abundante na região.
“A gente gosta muito do açaí, que vem lá do Norte do Brasil, mas muitas vezes despreza uma fruta que é nossa e que existe em abundância. Ela pode ser retirada da natureza sem agredir o meio ambiente”, afirmou.
Elita destacou ainda a versatilidade da guabiroba na culinária. “É uma fruta muito versátil. Serve tanto para doce quanto para salgado. Desde o início já fui desenvolvendo bolo, mousse, sorvete. Semana passada tivemos um curso do Senar e desenvolvemos pão com guabiroba na massa, recheado com nata e geleia de guabiroba. Não tem fim. A culinária vai criando novas possibilidades”, contou.
Ela acredita que o livro ajudará a ampliar o conhecimento sobre a fruta. “Parecia uma coisa que não ia dar em nada, mas foi criando proporção. Eu já falei para a Débora se preparar para uma segunda edição, porque as receitas vão aparecendo.”
Os exemplares podem ser adquiridos diretamente com a equipe do projeto no Pinho de Baixo e também durante eventos realizados em Irati e na região.

Preservação e geração de renda
A representante da Guapim, Ana Carolina Winkler, destacou que o lançamento do livro representa mais uma conquista dentro de um trabalho que busca preservar a espécie e gerar renda para os produtores. “Estamos muito felizes com esse lançamento, que realmente coroa todo o nosso trabalho. Já no primeiro ano do projeto conseguimos coletar três toneladas de guabiroba. Foi surgindo fruta e nós não tínhamos onde armazenar tudo isso. A Prefeitura nos apoiou cedendo a câmara fria”, contou.
Segundo ela, a iniciativa busca agregar valor a um fruto que faz parte da memória afetiva dos moradores de Irati. “Qual iratiense não tem uma memória afetiva com a guabiroba? Em tudo o que fazemos existe esse carinho e essa valorização”, comentou.
Ana Carolina ressaltou que o principal objetivo do grupo é incentivar a preservação das árvores. “Nós queremos deixar as árvores em pé. E para isso precisamos gerar produtos, gerar vendas e fazer com que esse retorno chegue aos produtores”, apontou.
O secretário municipal de Agricultura, Abastecimento e Segurança Alimentar, Acke, ressaltou a importância da iniciativa para o município. “É uma fruta nativa da nossa região e, graças a Deus, o pessoal da Guapim, a autora do livro e a Elita estão tocando esse projeto para frente. Nós, como Secretaria da Agricultura, temos mais é que incentivar esse trabalho”, comentou.
O secretário manifestou expectativa de crescimento da iniciativa. “Esperamos que essas maravilhas de receitas possam chegar aos lares de Irati e que o projeto consiga crescer, ampliar a agroindústria e difundir cada vez mais a guabiroba em nossa região e em todo o Paraná”, finalizou.




