Parceria entre as secretarias de Meio Ambiente e Educação e o Colégio Florestal vai proporcionar contato direto com a natureza e reflexão sobre a preservação ambiental para mais de 190 alunos/Texto gerado por IA, com reportagem de Juarez Oliveira e supervisão de texto de Paulo Sava

Resumo: – Atividade integra ações do Mês do Meio Ambiente;
- Ação busca despertar a conscientização ambiental por meio do contato direto com a natureza e de vivências sensoriais;
- Estrutura do Colégio Florestal será utilizada para as atividades.
Alunos de escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) de Irati participarão nesta semana de uma experiência diferenciada de educação ambiental no Centro Florestal de Educação Profissional Presidente Costa e Silva. A atividade, denominada Trilha da Vida e dos Sentidos, integra as ações do Mês do Meio Ambiente e busca despertar a conscientização ambiental por meio do contato direto com a natureza e de vivências sensoriais.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Secretaria Municipal de Educação e o Colégio Florestal. As atividades ocorrerão em uma trilha ecológica existente dentro da instituição e em um espaço adaptado especialmente para a chamada “trilha dos sentidos”, onde os participantes terão experiências utilizando o tato, a audição e o olfato.
O secretário municipal de Meio Ambiente, Alessandro Trybek, destacou que a proposta nasceu de uma série de conversas entre as instituições parceiras para desenvolver ações que unissem teoria e prática na educação ambiental. “A gente já vinha trabalhando algumas ações em conjunto com a Secretaria de Educação, voltadas à educação ambiental, e também em conjunto com o Colégio Florestal. Pensando em atividades que contemplassem o meio ambiente tanto na prática quanto na didática, fizemos reuniões e chegamos a essa proposta. A trilha é uma forma de despertar nas crianças essa prática sustentável de conservação e proteção ao meio ambiente”, afirmou.
Estrutura do Colégio Florestal será utilizada nas atividades
A diretora de produção do Colégio Florestal, Mariana Mendes Mirkoski, explicou que as atividades aproveitarão a estrutura já existente na instituição, que conta com áreas de floresta e trilhas permanentes utilizadas pelos próprios estudantes.
“Nós iremos utilizar o espaço da escola, que é um espaço de natureza, de floresta, onde já temos essas trilhas. Muitas vezes elas são utilizadas pelos alunos para acessar aulas práticas e também são abertas à comunidade em alguns momentos. Elas permitem mostrar as árvores que temos na nossa região e que são tão importantes para o meio ambiente”, explicou.
Além da caminhada pela mata, os estudantes participarão da trilha dos sentidos, instalada em um ambiente fechado. “As crianças poderão ter contato com diversas sensações utilizando o tato e o olfato para compreender as transformações que ocorreram no meio ambiente. Não haverá nada visual. Todos estarão com os olhos vendados e também ouvirão sons que representam a natureza e as mudanças ambientais ocorridas ao longo do tempo”, detalhou Mariana.
Segundo ela, a experiência busca provocar reflexão sobre os impactos ambientais. “É muito interessante porque faz o despertar das crianças e das pessoas que visitam para os impactos ambientais causados desde muito tempo até os dias de hoje. É uma reflexão que elas vão levar para casa e compartilhar com os pais”, frisou.
Educação ambiental além da sala de aula
A secretária municipal de Educação, Eliceia Hlatki Szereda, ressaltou que a atividade complementa conteúdos já trabalhados nas escolas e atende às novas diretrizes educacionais relacionadas à educação ambiental. “Toda essa movimentação vem fazer uma complementação ao que já é trabalhado em sala de aula. A questão ambiental é um assunto cotidiano nas escolas. Agora, dentro dos eixos estabelecidos pelo governo federal e pelo currículo, estamos normatizando a questão da educação ambiental no município para que esse trabalho seja efetivamente registrado e fortalecido”, explicou.
Para Eliceia, a vivência prática amplia significativamente o aprendizado. “A partir do momento que a criança sai do seu ambiente educacional e vai verificar essa prática in loco, isso é muito importante. Essa sensibilização que ela vai ter com relação aos sentidos também é importante porque trabalha a questão da inclusão, permitindo que ela compreenda um pouco das dificuldades enfrentadas por pessoas com deficiência visual.”
Trilha contará com hotéis de insetos e placas educativas
Durante o percurso, os estudantes serão acompanhados por alunos do próprio Colégio Florestal, que atuarão como guias ambientais. Eles apresentarão espécies de árvores da região e outros projetos desenvolvidos na instituição.
Entre os destaques estão os chamados “hotéis de insetos”, estruturas criadas para servir de abrigo a espécies como joaninhas, abelhas e borboletas. “Esses hotéis têm como objetivo criar um ambiente para insetos solitários que hoje já não vemos com tanta frequência por causa da degradação ambiental, da industrialização e da urbanização. As crianças poderão conhecer essas estruturas e entender a importância desses insetos para o equilíbrio ambiental”, destacou Mariana.
A atividade envolverá estudantes de diferentes faixas etárias, desde crianças de três anos até alunos do ensino fundamental. Entre as instituições participantes estão os CMEIs Cantinho da Criança, Clari Gomes e João Paulo II, além das escolas João Maria Pedroso, João Batista Anciutti, José Maria Orreda, Irmã Helena Olek e Rosalina Cordeiro de Araújo. Ao todo, mais de 190 alunos devem participar da programação.
Conscientização que ultrapassa os muros da escola
Para Alessandro Trybek, atividades práticas como a Trilha da Vida e dos Sentidos têm um papel fundamental na formação das novas gerações. “Tudo aquilo que é prático e que você participa marca. A gente quer dar pertencimento ao meio ambiente para que as crianças consigam compreender o que realmente é sustentabilidade e preservação. Essa prática educacional ajuda muito no desenvolvimento das crianças.”
Já Eliceia destacou que o principal objetivo é fazer com que os estudantes se tornem multiplicadores das ações ambientais em suas famílias e comunidades. “A questão central é o despertar para o cuidado e para a conscientização. A criança precisa ser um elo entre a escola e a comunidade, levando para casa tudo aquilo que aprende. O meio ambiente não é algo distante. É a nossa casa, o nosso bairro, a nossa cidade. Um simples papel de bala colocado no lixo já faz diferença. Queremos que elas entendam que podem ser transformadoras do meio em que vivem.”
A expectativa dos organizadores é que a experiência contribua para fortalecer a consciência ambiental dos participantes e incentive atitudes sustentáveis que se reflitam no cotidiano das famílias e da comunidade iratiense.