Iniciativa do IAT reuniu cerca de 200 estudantes da região, que puderam explorar a natureza por meio do toque, do olfato e da audição/Texto de IA, com supervisão de Paulo Sava

Resumo: – Atividade proporcionou aos estudantes uma experiência diferenciada de contato com a natureza;
- Trilha recebeu alunos de escolas de Irati e região;
- Proposta busca ampliar a percepção das crianças sobre o meio ambiente.
Para marcar o Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado em 5 de junho, o Instituto Água e Terra (IAT) promoveu uma trilha ecossensorial em seu escritório regional de Irati. A atividade proporcionou aos estudantes uma experiência diferenciada de contato com a natureza, estimulando sentidos como o tato, o olfato e a audição antes da observação visual dos elementos apresentados.
A trilha recebeu alunos de escolas dos municípios de Irati, Rebouças, Fernandes Pinheiro, Teixeira Soares e Rio Azul. Ao todo, aproximadamente 200 estudantes participaram da ação, que contou com exposição de animais taxidermizados cedidos pela Unicentro, mudas de árvores nativas, sementes, rochas e materiais apreendidos em ações de fiscalização ambiental.
A técnica do IAT, Adriana Gibathe, explicou que a iniciativa foi realizada pela segunda vez após o sucesso da primeira edição. “Então, o IAT sempre comemora a data do Dia Mundial do Meio Ambiente, que é agora no dia cinco de junho. E ano passado a gente já fez a primeira versão da trilha ecossensorial, deu super certo, resolvemos refazer este ano. Então, a gente pega todos os elementos da natureza, elementos que fazem parte do nosso dia a dia, mudas, rochas, animais, materiais de apreensão, tudo que faz parte do trabalho do IAT e a gente junta aí para mostrar para as crianças”, afirmou.
Segundo Adriana, os participantes percorriam inicialmente a trilha vendados para despertar outros sentidos. “Primeiro, eles fizeram a trilha vendados e depois eles puderam ver o que elas tocaram. Então, eles tocaram, sentiram, cheiraram a natureza, ouviram o barulho dela, tudo para a conscientização ambiental”, destacou.
A técnica ressaltou que a proposta busca ampliar a percepção das crianças sobre o meio ambiente. “É aquela coisa de pegar e sentir de fato ali, despertar os outros sentidos que não a visão”, comentou.
Entre os itens apresentados estavam exemplares taxidermizados de lobo-guará, tamanduá-mirim, cachorro-do-mato, bugio, tucano, jabuti, tatu, cervo e jaguatirica. Os visitantes também conheceram um insetário do IAT, uma maquete sobre tratamento de efluentes e destinação correta de resíduos, além de materiais apreendidos em fiscalizações ambientais, como motosserras e amostras de madeira nativa.

Adriana observou que a atividade desperta diferentes reações nos estudantes. “Eles ficam com uma expectativa muito grande do que eles tocaram. Alguns têm um pouquinho de medo, outros já estão mais ambientados, querem sentir, pegar, às vezes até o bichinho. É uma experiência muito legal”, frisou
Ela também ressaltou a parceria com a Unicentro, responsável por ceder os animais taxidermizados utilizados na exposição. “Os animais taxidermizados são todos provenientes ou de atropelamento ou vítimas de caça e eles são do Museu de Geociências da Unicentro. Então, é uma parceria do IAT com a Unicentro também”, pontuou Adriana.
A técnica em meio ambiente do IAT, Mariane Viviurka Fernandes, explicou que a trilha foi pensada para proporcionar uma experiência sensorial completa aos estudantes. “A gente fez uma trilha aqui, denominada de trilha ecossensorial. As crianças das escolas vieram aqui e tiveram uma percepção, tanto de tato, de objetos presentes no meio ambiente, e depois elas tiveram a chance de visualizar o que elas tocaram. Elas ficaram bem surpreendidas com tudo isso”, contou.
Mariane relatou que as crianças percorrem inicialmente o espaço com os olhos vendados e depois retornam sem a venda para identificar os elementos apresentados. “As crianças passaram vendadas e depois elas passaram sem a venda e conseguiram ver as plantas, os animais que a gente conseguiu colocar ali para elas”, afirmou.
De acordo com a técnica, a reação dos estudantes foi bastante positiva. “A primeira reação é o medo. Depois elas ficam impressionadas, porque talvez seja o único contato que elas têm com os animais. A Unicentro teve a grande parceria de passar para a gente trazer esses animais empalhados. Então, às vezes, o único contato que elas vão ter é com esse animal silvestre, comentou.
O IAT pretende dar continuidade às ações de educação ambiental ao longo do ano. Conforme Adriana Gibathe, novas atividades estão previstas para datas como o Dia da Árvore, além da possibilidade de uma nova edição da trilha ecossensorial em 2027, com ainda mais recursos e atrações para o público.



