Deputados paranaenses defendem ganhos em qualidade de vida e produtividade, enquanto senadores alertam para possíveis impactos econômicos e riscos para o setor produtivo/Texto gerado por IA, com informações da Agência Senado, supervisão e reportagem de Paulo Sava

Resumo: – Tema tem gerado debates entre parlamentares favoráveis e contrários à mudança;
- Deputados entrevistados pela Najuá defendem a proposta;
- Proposta encontra resistência no Senado.
A proposta que prevê o fim gradual da escala de trabalho seis por um e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial foi aprovada na última quarta-feira, 27, pela Câmara dos Deputados e agora segue para análise do Senado. O tema tem gerado debates entre parlamentares favoráveis e contrários à mudança.
Em entrevista à Rádio Najuá, o deputado federal Tadeu Veneri, do PT, defendeu a proposta. Segundo ele, a atual escala de seis dias de trabalho para apenas um de descanso prejudica a vida familiar, a saúde e até mesmo a formação profissional dos trabalhadores.
Veneri afirmou que muitas pessoas acabam abandonando os estudos por não conseguirem conciliar a rotina de trabalho com a qualificação profissional. Além disso, destacou que o único dia de folga normalmente é utilizado para tarefas domésticas e compromissos pessoais. Para o parlamentar, a mudança representa um avanço social. “Talvez seja um dos projetos mais civilizatórios que a gente tem”, afirmou.
O deputado também argumentou que experiências adotadas em outros países e empresas mostram aumento da produtividade, redução das faltas ao trabalho e diminuição da rotatividade dos funcionários após a implantação da jornada cinco por dois.
A deputada federal Leandre Dal Ponte, do PSD, também vê pontos positivos na discussão. Ela afirmou que o debate precisa ocorrer sem viés ideológico e com foco na qualidade de vida da população. Segundo a parlamentar, muitas empresas enfrentam dificuldades para preencher vagas e registram afastamentos frequentes por problemas de saúde.“Existe uma população exausta, pessoas sem tempo para cuidar da saúde, dos filhos, dos pais idosos e da própria vida”, declarou. Leandre defende que o cuidado com as pessoas também seja encarado como uma estratégia para fortalecer a produtividade e reduzir afastamentos no mercado de trabalho.
Apesar disso, a deputada ressaltou que a mudança precisa ocorrer de forma responsável. Ela defende uma transição gradual e apoio do governo federal para minimizar impactos econômicos e preservar empregos. “Nenhuma mudança que inviabilize quem produz pode ser considerada positiva”, afirmou.
Outro parlamentar paranaense favorável à proposta é o deputado federal Aliel Machado, do PV. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que votou a favor da PEC em reconhecimento aos trabalhadores brasileiros. Segundo Aliel, a medida representa o início de uma nova mentalidade nas relações de trabalho e pode proporcionar mais qualidade de vida para quem ajuda a movimentar a economia do país.
Por outro lado, a proposta também encontra resistência no Senado. De acordo com informações da Agência Senado, o senador paranaense Oriovisto Guimarães criticou a tramitação da matéria neste momento. Para ele, a discussão possui caráter eleitoral e não deveria avançar antes das eleições deste ano.
Já o senador Izalci Lucas afirmou que ninguém é contra oferecer mais tempo de descanso e convivência familiar aos trabalhadores. No entanto, ele alertou para os impactos econômicos da medida, especialmente para micro e pequenas empresas.
Segundo Izalci, a principal preocupação é saber quem irá absorver os custos da redução da jornada. O senador destacou que empresas que operam com margens reduzidas podem enfrentar dificuldades para manter suas atividades caso a mudança seja implementada sem planejamento adequado. Ele defende que a proposta seja discutida com responsabilidade fiscal e econômica para evitar consequências como fechamento de empresas e aumento do desemprego.
Com posições favoráveis e contrárias ganhando força, a expectativa é de que a proposta enfrente intenso debate no Senado. O texto ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e ser aprovado em dois turnos pelo plenário da Casa antes de seguir para promulgação.