Com a queda das temperaturas no Paraná, aumentam os casos de doenças respiratórias. Secretaria de Estado da Saúde explica quais são os principais sintomas de gripe, resfriado, Covid-19, rinite e sinusite e reforça a importância da vacinação/Diego Gauron, com informações da Sesa

Nariz escorrendo, tosse, febre, dor no corpo, espirros… Com a chegada do frio, muita gente começa a apresentar sintomas respiratórios e surge a dúvida: é gripe, resfriado, alergia ou Covid-19?
Diante do aumento das doenças respiratórias no Paraná, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) divulgou orientações para ajudar a população a identificar os sintomas mais comuns de cada quadro e saber quando procurar atendimento médico.
Segundo a Sesa, embora algumas doenças tenham sintomas parecidos, existem sinais que ajudam a diferenciar cada situação. Enquanto o resfriado costuma provocar sintomas leves e sem febre, a gripe geralmente causa febre alta e dores no corpo. Já a Covid-19 pode apresentar desde sintomas leves até falta de ar, considerada um sinal de alerta.
A rinite alérgica, por exemplo, costuma causar espirros e irritação após contato com poeira, mofo ou outros agentes alérgenos, mas sem febre. Já a sinusite pode provocar dor intensa na região do rosto e forte congestão nasal.
Resfriado – Causado por vírus como o rinovírus, apresenta sintomas leves como coriza e dor de garganta. A recuperação ocorre entre dois e quatro dias e a febre é um sintoma raro.
Gripe (Influenza) – Infecção respiratória aguda mais intensa. Caracteriza-se por febre alta súbita, mal-estar e dor no corpo. A recuperação leva cerca de sete dias, mas a fadiga pode persistir.
Covid-19 – Apresenta manifestações que variam de leves a críticas. Os sinais mais comuns são febre, tosse e fadiga, sendo a falta de ar (dispneia) um indicativo de alerta imediato para busca de atendimento médico.
Rinite alérgica – Doença crônica não transmissível. Causa espirros e irritação na garganta após contato com agentes alergênicos (mofo, poeira), não provoca febre.
Sinusite: É a inflamação dos seios paranasais (cavidades da face próximas ao nariz). Ocorre quando o fluxo de muco nessas regiões é interrompido. Pode ser aguda (com dor na face e febre) ou crônica, quando a tosse e a cacosmia (alteração no olfato) se destacam. Ao contrário da gripe, a dor costuma ser localizada no rosto e a congestão nasal é muito intensa.
Em casos de agravamento do quadro clínico, como a persistência da febre por mais de três dias, falta de ar, confusão mental ou desidratação, a orientação é o retorno imediato à unidade de saúde. “Em caso de sintomas efetivos, como tosse, coriza, febre elevada ou mesmo calafrios, é fundamental procurar uma unidade de saúde para que o diagnóstico e o tratamento ocorram o quanto antes”, enfatiza o secretário estadual da Saúde, César Neves.
Vacinação e cuidados ajudam a evitar agravamento das doenças respiratórias
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza continua em vigor no Paraná até o fim de maio. Desde o início da campanha, no final de março, até a primeira dezena de maio foram aplicadas mais de 1,5 milhão de doses do imunizante no Paraná, sendo mais de 759 mil em idosos com mais de 60 anos e 150 mil em crianças entre 6 meses e 6 anos, principais faixas etárias suscetíveis ao agravamento da doença.
A meta é imunizar 90% dos grupos prioritários, que incluem crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos com mais de 60 anos e gestantes. O Estado possui uma estrutura com 1.850 salas de vacinação nos 399 municípios.
A orientação é que a população procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima para atualizar a caderneta antes da intensificação do frio, tanto para a Influenza quanto para a Covid-19.
Além disso, a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) também está à disposição para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade materna.