Paraná passa a oferecer ultrassom morfológico gratuito para todas as gestantes do SUS

23 de abril de 2026 às 07h00m

Exame será disponibilizado nos 399 municípios do Estado com investimento anual de cerca de R$ 15 milhões/Texto de Diego Gauron, com informações da Sesa

Paraná amplia exames no SUS e garante ultrassom morfológico para gestantes. Foto: SESA

O Governo do Paraná anunciou que passará a oferecer ultrassom morfológico gratuito para 100% das gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde nos 399 municípios do Estado. A medida foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e representa um investimento anual de aproximadamente R$ 15 milhões com recursos próprios.

O exame não faz parte da tabela padrão do Ministério da Saúde, mas será disponibilizado gratuitamente como forma de ampliar o cuidado com gestantes e bebês.

Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, a medida permite identificar riscos de forma antecipada e garantir acompanhamento mais preciso durante a gestação.

O ultrassom morfológico deve ser realizado preferencialmente entre a 20ª e a 24ª semana de gravidez. Diferente do exame comum, ele funciona como um check-up detalhado do bebê, avaliando a formação de órgãos como coração, cérebro e rins, além de acompanhar o crescimento e desenvolvimento fetal.

O exame também auxilia na avaliação da saúde materna, analisando a posição e a circulação sanguínea da placenta, o que ajuda na prevenção de possíveis complicações.

Redução de riscos e atendimento especializado

De acordo com a Secretaria da Saúde, a ampliação do exame tem como objetivo reduzir a mortalidade materna e infantil. Com o diagnóstico precoce de possíveis malformações ou condições de risco, as gestantes podem ser encaminhadas com antecedência para atendimento especializado.

Atualmente, o Estado também custeia cirurgias intrauterinas realizadas no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, com investimento anual de cerca de R$ 864 mil.

Com a universalização do ultrassom morfológico, problemas como mielomeningocele e síndrome de transfusão feto-feto poderão ser identificados precocemente e, em alguns casos, tratados ainda durante a gestação.

Projeto para cardiopatias congênitas

A iniciativa também reforça o projeto Bate-Bate Coração, desenvolvido pela Secretaria da Saúde em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe, referência nacional em cardiologia pediátrica.

Por meio do programa, equipes médicas de diferentes regiões discutem casos em tempo real com especialistas, permitindo encaminhamento mais rápido de recém-nascidos com cardiopatias congênitas. O investimento previsto no projeto é de R$ 3 milhões.

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