Exame será disponibilizado nos 399 municípios do Estado com investimento anual de cerca de R$ 15 milhões/Texto de Diego Gauron, com informações da Sesa

O Governo do Paraná anunciou que passará a oferecer ultrassom morfológico gratuito para 100% das gestantes atendidas pelo Sistema Único de Saúde nos 399 municípios do Estado. A medida foi divulgada pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná e representa um investimento anual de aproximadamente R$ 15 milhões com recursos próprios.
O exame não faz parte da tabela padrão do Ministério da Saúde, mas será disponibilizado gratuitamente como forma de ampliar o cuidado com gestantes e bebês.
Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, a medida permite identificar riscos de forma antecipada e garantir acompanhamento mais preciso durante a gestação.
O ultrassom morfológico deve ser realizado preferencialmente entre a 20ª e a 24ª semana de gravidez. Diferente do exame comum, ele funciona como um check-up detalhado do bebê, avaliando a formação de órgãos como coração, cérebro e rins, além de acompanhar o crescimento e desenvolvimento fetal.
O exame também auxilia na avaliação da saúde materna, analisando a posição e a circulação sanguínea da placenta, o que ajuda na prevenção de possíveis complicações.
Redução de riscos e atendimento especializado
De acordo com a Secretaria da Saúde, a ampliação do exame tem como objetivo reduzir a mortalidade materna e infantil. Com o diagnóstico precoce de possíveis malformações ou condições de risco, as gestantes podem ser encaminhadas com antecedência para atendimento especializado.
Atualmente, o Estado também custeia cirurgias intrauterinas realizadas no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, com investimento anual de cerca de R$ 864 mil.
Com a universalização do ultrassom morfológico, problemas como mielomeningocele e síndrome de transfusão feto-feto poderão ser identificados precocemente e, em alguns casos, tratados ainda durante a gestação.
Projeto para cardiopatias congênitas
A iniciativa também reforça o projeto Bate-Bate Coração, desenvolvido pela Secretaria da Saúde em parceria com o Hospital Pequeno Príncipe, referência nacional em cardiologia pediátrica.
Por meio do programa, equipes médicas de diferentes regiões discutem casos em tempo real com especialistas, permitindo encaminhamento mais rápido de recém-nascidos com cardiopatias congênitas. O investimento previsto no projeto é de R$ 3 milhões.