Investigado por crimes contra sete adolescentes, Hélio de Mello estava preso desde outubro de 2025 em Guarapuava; processo corre em sigilo e defesa não se manifestou até o momento/Paulo Sava, com informações da Polícia Civil

Resumo: – Processo está tramitando em segredo de justiça;
- Nossa reportagem entrou em contato com a defesa de Hélio de Mello, que ainda não se manifestou;
- Ex-vereador é suspeito de abusar sexualmente de alunos na condição de professor.
A Justiça concedeu habeas-corpus ao ex-vereador Hélio de Mello, que estava preso na Penitenciária Industrial de Guarapuava (PIG) desde outubro de 2025. Ele é suspeito de abusar sexualmente de alunos na condição de professor. O processo está tramitando em segredo de justiça.
A informação foi confirmada à Najuá pela Polícia Civil. Nossa reportagem enviou e-mail para o advogado de Defesa de Hélio, Ricardo Mathias Lamers, para que ele pudesse se manifestar, mas até o fechamento desta matéria não houve retorno.
Na época da prisão, o Ministério Público do Paraná (MP/PR) apresentou denúncia contra o ex-vereador por estupro de vulnerável e outros crimes. Hélio atuou como professor durante 22 anos e foi vereador no período de 24 anos (sete legislaturas consecutivas). Ele solicitou afastamento alegando problemas de saúde, assim que as denúncias foram reveladas, no final de outubro, em seguida, renunciou ao cargo.
Conforme o Ministério Público, ele está sendo investigado por abusar sexualmente de sete adolescentes, com idades entre 11 e 17 anos. O processo tramita sob sigilo em função do envolvimento de crianças e adolescentes.
Segundo o Ministério Público, os crimes ocorreram entre os anos de 2017 e 2024. As investigações apontam que os abusos aconteceram no colégio em que ele atuava e também fora da instituição de ensino. De acordo com o MP, Hélio realizava pagamentos ou costumava dar presentes para as vítimas com objetivo de marcar encontros ou receber fotos íntimas.
A investigação teve início após o Conselho Tutelar receber uma denúncia anônima no dia 5 de agosto de 2025 informando que Hélio na condição de professor havia abusado sexualmente de adolescentes do sexo masculino. Profissionais do Conselho Tutelar, promotoria de justiça de Irati, secretarias municipais de Assistência Social e de Educação, o Núcleo Regional de Educação e a Polícia Civil integraram a força-tarefa que ouviu vítimas e testemunhas.