Evento na Câmara Municipal busca aproximar produtores, comunidade acadêmica e entidades da nova edição da pesquisa/Paulo Sava e Juarez Oliveira

Resumo: – Coordenador do IBGE diz que levantamento de dados é importante para o país e a região;
- Prova piloto da pesquisa deve ser lançada em maio em Irati;
- Oficina marca o lançamento da etapa inicial da pesquisa.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realiza nesta sexta-feira (27), às 14 horas, na Câmara Municipal de Irati, uma oficina preparatória para o 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. O objetivo é apresentar as novidades da pesquisa, esclarecer dúvidas e incentivar a participação da população, especialmente dos produtores rurais.
Em entrevista à Rádio Najuá, o coordenador do IBGE, Fábio Fujimoto, destacou a relevância do levantamento para o país e para a região. “Primeiramente gostaria de agradecer o espaço cedido aí para a gente conversar a respeito do censo agropecuário, que estamos na nossa 12ª edição. É muito importante destacar a importância do agro para o nosso país, para o nosso município e a importância de todos estarem participando”, afirmou.
Segundo ele, embora a coleta de dados esteja prevista para 2027, o trabalho preparatório já começou. “A coleta em si inicia em 2027, mas a gente vai estar fazendo o lançamento da prova piloto, que vai acontecer no município de Irati, em maio”, explicou.
A oficina desta quinta-feira marca justamente o lançamento dessa etapa inicial. “Amanhã a gente vai estar lançando essa prova piloto, abrindo aí para a população também estar assistindo nossa oficina, ali na Câmara Municipal de Irati, a partir das 14 horas”, disse.

Fábio ressaltou que o setor agropecuário tem papel fundamental na economia brasileira. “Não preciso dizer a importância de uma das principais atividades econômicas que puxa o nosso PIB. O setor agropecuário participa muito na geração de riquezas do nosso país. Então, é importante que atualizemos constantemente essas informações para que possamos ter políticas públicas melhores”, destacou.
A oficina é aberta ao público, mas tem foco em segmentos específicos. “A oficina é aberta para toda a população, mas seria para toda a comunidade acadêmica que utiliza dados do setor agrícola, florestal e aquícola. Também abrimos para entidades de classe, sindicatos, para poderem estar participando”, explicou.
Durante a entrevista, o coordenador também esclareceu o conceito de atividade aquícola. “Seria direcionado às atividades que incluem a piscicultura, criação de outras espécies. É toda atividade em que o meio de produção seria aquático, mas que tenha essa característica de criação extensiva”, afirmou.
Sobre a prova piloto, ele detalhou que essa etapa é essencial para garantir a qualidade da pesquisa. “Como toda pesquisa, ainda mais a magnitude de um censo agropecuário, ela precisa de várias etapas. São feitas várias provas para testar o questionário, equipamentos e até o próprio texto das perguntas”, explicou.
Irati foi um dos seis municípios brasileiros escolhidos para essa fase. “Irati, por essa característica dos povos e comunidades tradicionais, e também pela importância no setor agropecuário, foi um dos seis municípios selecionados”, ressaltou.
Entre as novidades desta edição, está o uso mais intensivo de tecnologia. “Pelo avanço tecnológico que a gente tem de imagens de satélite, a gente vai estar utilizando mais essas ferramentas para ter uma precisão maior na cobertura do território”, disse.
Fábio também enfatizou o impacto econômico do censo. “A gente consegue mensurar melhor o setor agropecuário e criar melhores políticas públicas direcionadas. São dados oficiais utilizados por bancos, seguradoras e planos de governo”, afirmou.
O levantamento ocorre a cada dez anos. “O censo agropecuário é feito de 10 em 10 anos. O último foi realizado em 2017 e se estendeu para 2018”, lembrou.
Os dados coletados ficam disponíveis ao público. “A gente tem o site do IBGE, especificamente o SIDRA, onde você tem todas as pesquisas que o IBGE realiza, não só da parte agropecuária, mas também demográfica e econômica”, explicou.
Além disso, o coordenador alertou sobre a importância de reconhecer os pesquisadores em campo. “Caso a população tenha dúvida com relação à pesquisa ou ao pesquisador, pode entrar em contato pelo telefone 0800 721-8181”, orientou.
Outro ponto destacado foi a importância do censo para a pesquisa acadêmica. “Trabalhos de conclusão, teses de mestrado e doutorado precisam de embasamento estatístico. Nada melhor do que você ter uma informação coletada da própria população”, afirmou.
A oficina também vai abordar temas como resultados já disponíveis, perspectivas futuras e o uso do sistema SIDRA. Além disso, o IBGE deve abrir vagas temporárias para atuação no censo. “São oportunidades de trabalho para a população. Fiquem atentos aos próximos estágios para se inscrever, fazer o PSS e trabalhar com a gente”, disse.
Por fim, Fábio reforçou o convite para participação no evento. “Gostaria de renovar o convite para todos aqueles que têm interesse em saber um pouquinho mais do que o IBGE vai estar levantando nesse censo agropecuário. A inscrição é gratuita e pode dar certificado para os participantes”, concluiu.