Artista deixa emprego formal para seguir sonho no circo

27 de março de 2026 às 08h00m

Dono do personagem Palhaço Chinchorito, o artista circense André Mira decidiu deixar um emprego formal para seguir o sonho de viver do circo, levando alegria ao público com apresentações de palhaço e malabarismo/Reportagem de Diego Gauron

Palhaço Chinchorito, interpretado pelo artista André Mira. Foto: Diego Gauron

Hoje, 27 de março, é comemorado o Dia do Circo, uma data que celebra a arte que há séculos encanta gerações com números, personagens e histórias. Mas por trás da maquiagem e das apresentações também existem histórias de vida — como a do artista circense André Mira, que decidiu deixar um emprego formal para se dedicar ao sonho de viver do picadeiro e dar vida ao Palhaço Chinchorito. Assista à reportagem aqui.

Natural de Joinville (SC), André conta que a paixão pelo circo começou ainda na infância. Aos 9 anos, ao assistir a um espetáculo, ele decidiu que queria seguir a mesma trajetória.

“Desde muito pequeno meus pais sempre me levavam ao circo. Quando eu tinha nove anos, assisti a um espetáculo e pensei: quando eu crescer, eu quero ser artista de circo”, relembra.

Pouco tempo depois, ele começou a frequentar uma escola de circo. Aos 11 anos, já aprendia técnicas e participava de apresentações em eventos e espetáculos.

Do malabarismo ao palhaço

Com o passar do tempo, André se especializou em números de malabarismo, mas foi como palhaço que encontrou uma conexão ainda maior com o público.

“Depois que eu experimentei ser palhaço, percebi que a reação do público era muito maior do que qualquer outro número”, afirma.

O personagem também passou por mudanças ao longo do tempo. O primeiro nome artístico foi “Rapadura”, mas depois ele decidiu reformular a identidade e surgiu o palhaço Chinchorito, personagem que passou a integrar os espetáculos.

A pausa durante a pandemia

Assim como muitos artistas circenses, André também enfrentou dificuldades durante a pandemia, quando os espetáculos foram interrompidos. “Todos os artistas de circo tiveram que parar. Foi um momento difícil para quem vive dessa arte”, conta.

Sem apresentações, ele precisou buscar um emprego formal em uma rede de lojas. Mesmo com a estabilidade, a rotina era diferente da vida no picadeiro. “No circo você faz o seu trabalho e recebe aplausos. No escritório não existe esse reconhecimento humano”, relata.

Entre dois caminhos

Mesmo trabalhando fora do circo, André não abandonou completamente a arte. Durante um período, ele conciliou as duas rotinas. “Eu trabalhava de segunda a sexta no escritório e, nos fins de semana, ia para o circo”, lembra.

E apesar da estabilidade financeira, ele afirma que sentia falta da vida circense. “O escritório podia me dar conforto financeiro, mas espiritualmente não me supria”, diz.

A decisão de voltar ao circo

Com o tempo, André decidiu deixar o emprego formal e voltar definitivamente para o circo. Segundo ele, a decisão foi confirmada logo nos primeiros dias. “Na primeira semana que eu voltei para o circo, já percebi que tinha tomado a decisão correta”, afirma.

Ele também destaca que, após retornar, novas oportunidades surgiram. “Hoje vejo que as portas que se abriram foram muito maiores do que eu imaginava”, completa.

A recompensa no picadeiro

Além de atuar como palhaço e malabarista, André também participa da produção e da organização do espetáculo, fazendo parte da rotina de quem vive viajando e levando entretenimento para diferentes cidades. Para ele, a maior recompensa continua sendo a reação do público. “Ver uma criança sorrindo ou aplaudindo não tem preço”, afirma.

Segundo o artista, a sensação de levar alegria às pessoas é o que motiva a continuar na profissão. “Hoje nada se compara ao bem que eu faço para as pessoas através do espetáculo”, destaca.

Uma vida dedicada ao circo

Para André, o circo é mais do que uma profissão — é um estilo de vida. “Eu acho que o circo é tudo para mim. Se não existisse o circo, eu inventaria. Eu não consigo imaginar minha vida fora dele”, conclui.

A história de André mostra que, por trás da maquiagem e das luzes, o circo também é feito de escolhas, desafios e sonhos. E, para André, a decisão de deixar o emprego formal foi o caminho para continuar fazendo o que sempre quis: levar alegria ao público através do picadeiro.

Assista à reportagem completa aqui.

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