Suspeito permanece preso preventivamente e pode ser condenado a mais de 50 anos de reclusão pelos crimes cometidos contra a religiosa de 82 anos/Paulo Sava, com informações da Polícia Civil

Resumo: – Delegado contou detalhes sobre a investigação;
- Em interrogatório, suspeito admitiu parte das agressões e disse ter agido sob o comando de “vozes”;
- Perícia técnica refutou versões que buscavam minimizar a natureza sexual dos atos praticados.
A Polícia Civil concluiu o inquérito que apurou a morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, ocorrida no último sábado, 21, no município de Ivaí. Após a investigação e análise de provas periciais, o suspeito foi formalmente indiciado por homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.
Em vídeo enviado à imprensa, o delegado de Imbituva Hugo Fonseca, que investiga o caso, contou os detalhes sobre a investigação. “Após minuciosa investigação e análise de provas periciais, o investigado foi formalmente indiciado por uma série de crimes graves. O relatório final aponta que ele cometeu os seguintes delitos: homicídio qualificado, caracterizado pelo meio cruel com recurso que dificultou a defesa da vítima, com as agravantes por ser ela maior de 60 anos e portadora de deficiência, estupro qualificado devido à extrema gravidade das lesões constatadas, resistência por investir contra os policiais no momento da prisão, e violação de domicílio qualificada, pela invasão do convento mediante escalada. As provas colhidas, incluindo imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue nas roupas do investigado, confirmam a autoria dos crimes”, comentou o delegado.
No interrogatório, o suspeito admitiu que executou parte das agressões e alegou ter agido sob influência de “vozes”. No entanto, a perícia técnica refutou versões que buscavam minimizar a natureza sexual dos atos praticados, segundo o delegado. “O laudo pericial revelou um cenário de extrema violência física e sexual, indicando que a vítima, que possuía limitações motoras e de fala devido a um AVC prévio, foi subjugada sem qualquer chance de defesa. Embora o investigado tenha admitido parte das agressões durante o interrogatório, alegando ter agido sob o comando de “vozes”, a perícia técnica refutou as versões que tentavam minimizar a natureza sexual dos atos cometidos”, frisou.
Somadas as penas máximas previstas no Código Penal para os quatro delitos, a condenação pode ultrapassar 50 anos de reclusão. Atualmente, o investigado permanece preso preventivamente e à disposição do Poder Judiciário, onde aguardará julgamento.
Em nota, a Polícia Civil destacou o compromisso com a apuração rigorosa de crimes, especialmente aqueles cometidos contra pessoas em situação de vulnerabilidade, e manifestou solidariedade à comunidade religiosa e aos familiares da vítima.