Nova reunião entre Via Araucária e Sindicato termina sem acordo e greve continua

Segundo o Sintrapav, concessionária deve analisar novamente solicitações dos grevistas na próxima terça-feira, 01. Até…

29 de março de 2025 às 10h02m

Segundo o Sintrapav, concessionária deve analisar novamente solicitações dos grevistas na próxima terça-feira, 01. Até lá, paralisação do setor de pavimentação e conservação de rodovias continua/Paulo Sava

Greve dos funcionários do setor de pavimentação e conservação de rodovias da Via Araucária continua pelo menos até a próxima terça-feira, 01.. Foto: Jocimar Correia Lopes

Terminou sem acordo a reunião realizada nesta sexta-feira, 28, entre diretores da concessionária Via Araucária e representantes do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada do Paraná (Sintrapav-PR) e do Ministério do Trabalho, em Curitiba. Por este motivo, a greve dos servidores do setor de pavimentação e conservação de rodovias continua.

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A empresa deve analisar novamente os pedidos dos grevistas até a próxima terça-feira, 01, quando haverá um novo encontro com representantes do sindicato e do Ministério do Trabalho.

Em áudio encaminhado aos trabalhadores e à nossa reportagem, o presidente do Sintrapav-PR, Raimundo Ribeiro Santos Filho, afirmou que a atitude da concessionária de seguir as orientações do Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias no Ramo de Rodovias e Estradas em Geral do Paraná (Sindecrep) é equivocada.

“A reunião infelizmente não avançou, a concessionária continua, de maneira equivocada, insistindo na tecla de que o sindicato que representa é o Sindecrep. Cabe ressaltar e dizer que o Sindecrep, durante todos estes anos, nunca representou estes trabalhadores que estão principalmente na manutenção e conservação de rodovias. Tem um entendimento de que os empregados que trabalham na administração, principalmente na cobrança de pedágio, nos guinchos e etc. são representados pelo Sindecrep. Agora, o pessoal de conservação somos nós, a exemplo do que tivemos todos estes anos e como temos com as outras concessionárias aqui também no Paraná e as do Governo Federal, que atuam nas BR 116 E 376, sentido Santa Catarina, entre outras, sempre cumprindo os instrumentos relativos às atividades de conservação e manutenção”, comentou.

Para Raimundo, a escolha da empresa pelo Sindecrep para representar os funcionários do setor de pavimentação e conservação de rodovias foi feita apenas por uma questão de redução de custos. “É uma maneira de precarizar as condições de vocês, trabalhadores aí dentro, com salários menores, um vale alimentação de R$ 612, que, com desconto, chega a R$ 580, que mal dá para os trabalhadores se alimentarem. A questão dela (Via Araucária) é de custo, é precarizar e explorar os trabalhadores. A convenção do sindicato específico que representa vocês dá direito a um salário melhor, vale alimentação, café da manhã, cesta básica, refeição, lanche da tarde quando se faz hora-extra, sem banco de horas, seguro de vida gratuito, participação nos lucros e resultados, entre tantas outras coisas. A empresa insiste nas regras porque ela quer explorar os trabalhadores”, frisou.

Posicionamento do Sindicato Patronal

Uma representante do sindicato patronal que representa as concessionárias de pedágio no Paraná participou da reunião. Ela reiterou que os servidores do setor da construção das rodovias devem seguir as orientações do Sintrapav. “Este tipo de atividade hoje desenvolvido pela Via Araucária na manutenção e conservação é representada pelo Sintrapav. Ele e o sindicato patronal estabelecem, assinam, firmam e negociam uma convenção coletiva que diz respeito aos trabalhadores”, pontuou.

O presidente do sindicato solicitou que o movimento seja mantido nas bases de Irati e Campo Largo de forma ordeira, sem qualquer tipo de tumulto. Raimundo afirmou que algumas medidas judiciais ainda podem ser adotadas. “Vamos aguardar até terça-feira para ver se a empresa se manifesta ou não. Até lá, estaremos sempre junto com vocês, firmes na luta e na certeza de que estamos no caminho certo e gostaríamos de ver se a concessionária muda de posicionamento. A greve é nosso instrumento para fazermos a nossa luta e fazer com que a empresa entenda isto”, finalizou.

Neste sábado, 29, os trabalhadores deixaram os pontos de concentração de greve e foram para casa, devendo retornar aos locais na próxima segunda-feira, 31. Eles reivindicam reajuste de salários, pagamento integral dos vales refeição e a troca de sindicato representativo dos funcionários, entre outras reivindicações.

Trabalhadores deixaram os pontos de concentração da greve neste sábado, 29, e devem retornar na próxima segunda-feira, 31. Foto: Paulo Sava
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