Bombeiros alertam para risco de enxurradas e alagamentos na região/Paulo Sava

As chuvas desta sexta-feira, 03, voltaram a provocar a elevação de rios e córregos na região. Houve elevação rápida de cursos de água e há maior risco em áreas com relevo em declive. Com isso, podem ocorrer enxurradas, alagamentos e riscos decorrentes destas situações.
Diante deste cenário, o Corpo de Bombeiros solicita que as pessoas evitem deslocamentos desnecessários, especialmente em rodovias, não passem por áreas alagadas, pois nestes locais podem ter pontes caídas, buracos, a pista pode ter sido avariada e manilhas ou bueiros podem ter sido arrancados pela força da água.
Em contato com nossa reportagem, o comandante do 10º Subgrupamento de Bombeiros Independente de Irati, Major Jorge Augusto Ramos, relatou quais municípios estão apresentando mais problemas em relação às chuvas.
“Nos municípios que já estavam mais afetados, como União da Vitória e São Mateus do Sul, com o Rio Iguaçu, Rebouças com o Potinga e os pequenos rios que acabam desaguando nele, o interior de Irati. Em Prudentópolis, tínhamos observado uma rápida descida das águas, mas já temos novamente este retorno de muita água para os cursos e a possível elevação dos rios. Municípios que até agora estavam com menos problemas, como General Carneiro e Cruz Machado, registraram alagamentos na região central das cidades e quedas de barreiras, muito volume de água em toda a região novamente”, frisou.
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Na região de Prudentópolis, uma estrada próxima ao Rio São João estava com passagem bloqueada. Enquanto os bombeiros estavam no local, uma família chegou perguntando sobre a possibilidade de passagem. Eles disseram que haviam alugado uma casa no interior e estavam fazendo turismo em cachoeira. Ramos classificou este comportamento da família como um “absurdo”.
“É um absurdo no sentido de que as pessoas não estão entendendo o risco que temos na nossa região. Todas as áreas estão saturadas, os rios estão muito cheios, possibilidade de deslizamento de terra e de encosta, o risco está muito grande em toda a região. Precisamos enfatizar estes comportamentos: se não é necessário, não é hora de sair de casa, fazer turismo, ser curioso e olhar coisas desnecessárias. Logo o tempo melhora, as coisas se acalmam e a vida pode voltar bem ao normal, mas por enquanto temos um sistema que está trazendo muito risco para todo mundo, principalmente nas áreas que podem alagar com muita rapidez e deixar as pessoas ilhadas e sem comunicação com outros pontos de acesso”, comentou.
Atenção – O Corpo de Bombeiros pede atenção das pessoas que residem em áreas de risco e solicita que, ao menor sinal de perigo, elas se desloquem para áreas seguras. “Alertamos especialmente para o risco de escorregamento de encostas, que podem causar quedas de barreiras em vias de deslocamento ou soterrar áreas habitadas” alertou o major.

BR 277 – Na manhã desta sexta-feira, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a rodovia BR 277 estava com trânsito fluindo em sistema pare e siga devido a um deslizamento de terra em uma das faixas na altura do km 308, em Guarapuava. No entanto, ainda está em estudo a possibilidade de interdição total da via e desvio do trânsito por Inácio Martins.
Buscas por carro desaparecido – Ainda na região, o Corpo de Bombeiros continua as buscas por um veículo que desapareceu nas águas do Rio Preto quando tentava atravessar a PR 160. Segundo Ramos, ainda não há informações sobre o carro. O rio já havia retornado ao seu leito normal, mas ainda apresentava áreas profundas e está muito cheio, com uma profundidade de 4 a 9 metros. Bombeiros fizeram mergulhos no rio nesta quinta-feira, 02, mas não conseguiram encontrar o automóvel. As buscas continuam hoje, sexta-feira, 03, segundo o major.
“A intenção hoje ou nos próximos dias, com o rio apresentando nível menor, é concentrar em áreas com maior potencial (águas mais profundas onde o carro pode manter-se oculto) e estender a área com o uso de barco e busca terrestre pelas margens. É um rio que, na sua normalidade é pequeno, pouco profundo, estreito e com bastante preservação de mata ciliar”, frisou.