Encontro “Florescendo, Apesar da Dor” será realizado no domingo, no Rancho do Lago, no espaço da Neli Pabis, em Irati, próximo à associação da Copel. Evento ensinará técnicas para que pessoas possam superar a dor e encontrar novos propósitos/Texto de Karin Franco, com reportagem de Juarez Oliveira e Rodrigo Zub

No domingo, dia 27, será realizado o encontro “Florescendo, Apesar da Dor”, no Rancho do Lago, no espaço da Neli Pabis, em Irati, próximo à associação da Copel. O objetivo do evento é abordar as formas de superar a perda de familiares e pessoas próximas ou outros momentos difíceis.
De acordo com a terapeuta e mentora do Autoconhecimento, Fernanda Popoaski, que é uma das organizadoras do encontro, a intenção é ensinar meios para que as pessoas recuperem as suas forças. “O objetivo é trazer instrumentos para que a pessoa possa reconhecer qual é o tipo de dor que eu convivo? Eu tenho essa dor desde quando? Ela impede que eu siga a minha vida? Que eu sinto o sabor da vida? Seriam esses objetivos, esse reconhecer, o atravessar a dor e transformar essa dor em força”, conta.
O encontro abordará os diversos tipos de dor e sofrimento das pessoas, incluindo situações traumáticas. “Queremos trazer um olhar sobre a dor diferenciado. Muitas pessoas que vêm sofrendo com processos da dor. Ela vem oriunda de diversos fatores. Ela pode vir a união de traumas do passado, situações em que ela está vivendo, como um rompimento, separação, por vezes morte de alguém que amamos muito. Como vamos superar? Tudo isso envolve a dor. Eu acredito que todos nós já passamos por isso, se alguém ainda não passou, infelizmente, porque é algo universal a dor, alguém vai passar”, disse Fernanda.
A programação começa às 8 h, com uma recepção no espaço da Neli Pabis. “Vamos iniciar na parte de fora do local e vai ter uma abordagem muito simbólica, um processo de entrada nesse encontro. Eu digo que ele é uma imersão. É como mergulhar mesmo. Às 8 h da manhã, a pessoa vai entrar de uma forma e às 18 horas, que é o término, ela vai sair transformada”, conta.
Ainda de manhã serão apresentados os objetivos do encontro e discutida a importância de reconstruir-se após a dor e buscar um novo sentido para a vida. A partir das 9h30, será realizada uma palestra sobre a importância de aceitar e compreender a dor como parte do processo de cura e transformação. “Ela vai entender o porquê que eu escolhi a palavrinha dor, porque é através dela, cada um tem a sua, ela é universal, mas cada um de nós sente ela de determinada forma e ela gera bloqueios e traumas em nós. Ao contrário do que muitas pessoas pensam: ‘Aprenda a esconder, a negar’. Não. Vamos aprender como olhar esta dor e o quanto que ela tem a nos dizer porque é ela que está nos alertando. É aqui Fernando, é aqui Teresa, é aqui João, que você precisa evoluir, que você precisa olhar. Trazer o foco na sua vida”, explica.
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A terapeuta destaca que durante a manhã os participantes aprenderão técnicas que serão colocadas em prática durante a tarde. “Vamos aprender uma técnica através de terapias, que eu vou estar colocando prática, como abordar essa dor. Como é que eu vou olhar isso em mim?”, disse.
Segundo a terapeuta, as técnicas buscam auxiliar pessoas com dificuldades em passar por momentos de sofrimento. “Porque quando eu não olho e tento rejeitar isso, por exemplo, negamos a morte, negamos essa dor, negamos esse sofrimento, esse vazio, o que acontece? Ele vai acumular. Ele vai externar em mim através de doenças no físico, porque há uma ligação. Não tenho como separar o meu corpo físico do meu corpo espiritual. Somos nessa junção. Quando já está externando no meu físico, através de outros sintomas é que isso já está há quanto tempo? É como se a nossa alma estivesse gritando e não estivéssemos parando para escutar”, explica.
O encontro abordará as fases do luto e ajudará as pessoas a identificar cada etapa. “A primeira é uma dor que nos rasga a alma. O segundo passo é a negação daquilo. Você quer negar. É como o seu sentimento fosse: ‘Eu quero sair para rua, eu quero gritar, eu quero encontrar essa pessoa’. E aí vão vindo outros sintomas. Além da negação, depois disso vai vir a rebeldia. ‘Eu quero negar isso, eu vou me tornar rebelde, eu não acredito em mais nada e nada mais vai me sustentar’. Vamos aprender como detectar e entender isso porque as pessoas negam”, conta.
Às 10h30, acontece um coffee break e em seguida, às 11 horas, a programação retorna com uma atividade intitulada “Reconstruindo os alicerces”, que engloba ações de autoconhecimento e autocompaixão, um workshop interativo para promover o autoconhecimento e a conexão com a própria essência, além de exercícios práticos de autocompaixão e perdão.
As atividades serão em grupo. “Serão técnicas em grupos que vamos estar colocando. Nada vai ser forçado. A pessoa quer falar, fala. Quer participar das dinâmicas. Eu falo dinâmicas para ficar claro na cabeça, mas são processos terapêuticos de desbloqueio, situações em que ela vai compreender o que é esse processo do perdão na prática mesmo. Ela vai praticar ali. A autocompaixão é a mesma coisa porque não olhamos e nem percebemos o quanto que nos mutilamos todos os dias colocando aquela culpa interna em nós. ‘Todo mundo pode ser feliz, menos eu. Todo mundo merece, menos eu’. Vamos trabalhar muito esse processo da autocompaixão”, disse.
Às 12h30 ocorre o intervalo para o almoço e a programação retorna às 13h30, com uma série de atividades intituladas “Redefinindo a narrativa pessoal”. As atividades incluem uma sessão de compartilhamento e apoio mútuo, onde as participantes poderão compartilhar suas histórias de superação e reconstrução, além de um momento chamado “Compartilhando dores”, onde mulheres contam suas histórias reais e falam como passaram e superaram o processo de dor. “À tarde, vamos ter um compartilhar, que seria processo de pessoas que vão estar colocando, como que foi superar a dor. Eu também vou estar colocando uma parte da minha vida, como eu fui buscando e compreendendo esses sintomas, o porquê que hoje eu criei um próprio método para isso”, explica.
A perda de uma irmã foi um dos fatores que motivaram Fernanda a trabalhar na busca do autoconhecimento. Ela conta que acabou encontrando neste caminho um modo de ajudar outras pessoas. “A partir desta dor, eu mudei todo o meu trajeto e rumo da minha vida, buscando entender o que as pessoas passam, quando elas estão com depressão. O que as pessoas passam e por que elas não chegam nem a demonstrar? Porque muitas vezes é diferente do que convivíamos com a minha irmã. Vivia sorrindo para todo mundo, dando risada, ajudando a todos, mas internamente como que ela estava. Como nós fazemos quando está no momento desse? Para quem corremos? Para quem buscamos?”, disse.
Além dessa história, outras histórias de superação de mulheres serão compartilhadas no dia.
A programação continua às 15h30, após um coffee break, com outra série de atividades intituladas “Cultivando um novo sentido para a vida”. Nesta etapa, os participantes assistirão uma palestra sobre a importância de encontrar um novo propósito e sentido de vida após a dor, além de realizar atividades de reflexão e visualização para identificar os valores, paixões e objetivos pessoais que impulsionarão a jornada de reconstrução. “Vamos ter processos também de terapias em grupo, onde eles vão partilhar terapias em grupo, onde vão estar exercitando a escrita e depois eles mesmos vão partilhar, quem sentiu à vontade aquilo que sentiu, através da terapia. À tarde vai ser totalmente prático. Eles vão escutar, vão entender as terapias e como que eles colocam em prática, através da sua dor”, conta.
O encerramento da programação acontece a partir das 17 h, com sessão de perguntas e respostas, juntamente com uma recapitulação dos principais aprendizados do dia e direcionamentos. Ao fim da programação, também haverá um momento de atendimento individual para quem não se sentiu à vontade de compartilhar em grupo.
A taxa de inscrição para participar do encontro é de R$ 147 e pode ser parcelada em quatro vezes, com parcelas de R$ 36. As inscrições são feitas de modo online pelo link disponível no perfil do Instagram @fernandapopoaski ou pelo WhatsApp, no número (42) 9-9968-2566.