Castrações de cães e gatos por meio do programa Castra Pet serão realizadas no sábado, 4, e segunda-feira, 6, no pavilhão do Parque Aquático/Texto de Karin Franco, com reportagem de Paulo Sava e Rodrigo Zub

O município de Irati receberá o Castra Pet, do Governo do Estado, que possibilitará a castração de animais para famílias de baixa renda. Os procedimentos acontecerão no sábado, 4, e segunda-feira, 6, no pavilhão do Parque Aquático.
A Secretaria Municipal de Defesa Animal enfatiza que as pessoas que se inscreveram devem ficar atentas ao horário marcado. É necessário levar o protocolo de inscrição e seguir as orientações fornecidas de pré-operatório. Estão previstas 200 castrações nos dois dias de atendimentos em Irati.
A iniciativa faz parte do Programa Permanente de Esterilização de Cães e Gatos (CastraPet Paraná), promovido pela Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest), com apoio da Prefeitura. O programa tem como objetivo buscar o controle populacional de cães e gatos e prevenção de zoonoses.
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A Secretaria de Defesa Animal foi criada há pouco tempo, portanto, o orçamento ainda é restrito. Mesmo assim, a pasta tem atendido animais de rua que passam por alguma emergência, segundo o secretário Wagner Beida. “Já estamos conseguindo algumas coisas. Já conseguimos um credenciamento das clínicas. Eu tenho quatro clínicas atendendo exclusivamente para atendimento de emergência, para cachorro de rua”, conta.
Nesses casos, o pós-cirúrgico também é tratado com tutores temporários. “Só que estamos contando com o tutor temporário porque a prefeitura não tem um local para colocar esses cães. Às vezes, o cachorro está machucado, a pessoa liga, nós conversamos com a pessoa, a pessoa consegue fazer esse pós-operatório, esses cuidados após o atendimento. Estamos contando com a população como tutor temporário. Mas a prefeitura, para cachorro de rua, conseguimos arcar com a despesa do atendimento emergência”, explica Wagner.
A Secretaria de Defesa Animal ainda realiza uma contagem de animais em Irati. Estima-se que há 2.700 animais no município. “Não sabemos o que está castrado e o que não está. Já foram feitas algumas castrações pelo município. Essas castrações que foram feitas, tiveram bastante cachorros de rua, só que eles são chipados. Esse censo que vimos por cima, não pegamos um por um para ver o que está castrado. Eu acredito que em um ano, com as castrações, já vai ter uma boa redução nos cachorros de rua”, disse o secretário de Defesa Animal.
Os animais de rua também podem ser colocados para adoção nas feiras realizadas no município. No momento da adoção, o novo dono passa a assinar um termo de responsabilidade. “Cada vez que a pessoa adota o cachorro. Os cachorros são examinados pelas clínicas credenciadas. Antes de ir para feira, é desverminado. A única coisa é que não é vacinado, mas já é desverminado. A pessoa assina um termo que relata que os animais são desverminados, mas não são vacinados, então a pessoa tem que procurar o veterinário para vacinar. Ele tem toda responsabilidade desse animal”, conta Wagner.
Ao todo, 88 animais de rua já foram adotados em feiras de adoção. As pessoas que adotam os animais nas feiras de adoção têm a possibilidade de realizar a castração gratuitamente pela prefeitura após o animal completar seis meses. “A Prefeitura vai dar a castração, mas se o animal ficar doente, uma coisa assim, é responsabilidade dela porque o pessoal adota, [o animal] fica doente, um ano, dois anos, quer que a prefeitura banque com todo o tratamento. É a questão da guarda responsável”, disse.
Os animais adotados também serão chipados no momento da castração. “Todos os animais que vão ser castrados vão ser chipados. Vamos chipar na castração. Na feira, eles são muito pequeno para chipar, então vai ser chipado na castração. Até no Castra Pet vão ser chipados. Vamos ter controle no chip. Você passa em um leitor que já dá um número e dá o nome da pessoa, do proprietário”, afirmou o secretário.
As feiras de adoção também são um modo de conseguir diminuir a população de animais abrigados com voluntários. Atualmente, o município não possui um canil.
Wagner explica que é difícil a liberação para a existência de um canil. “O CRMV não libera esse canil. Ele libera um centro de reabilitação pequeno, sendo de passagem. Esse credenciamento que temos, nós estamos contando com um tutor temporário. Ao invés de contar com o tutor temporário, nós recolhíamos esse animal, ia para esse centro de reabilitação, ficaria dez dias e retornaria para rua. Não tem como recolher todos os animais e deixar em espaço, que seria um canil municipal. Isso, o conselho não libera porque a partir que você começa a recolher muito animais, é considerado maus-tratos”, conta.
Um terreno próximo ao Kartódromo chegou a ser doado para a ONG Amigo Bicho, mas há a possibilidade de que não se possa fazer a construção. “Ele foi doado para o Amigo Bicho, para a ONG. Ali tem um processo do Ibama, da CMBio, que eu estou tentando ver se eu consigo acesso a esses documentos. Não vi o documento em mãos ainda, mas já me falaram que saiu um ofício proibindo a construção por ser uma área de preservação”, disse.
Animais mortos: Os animais de rua que são encontrados mortos precisam ser enterrados. O secretário afirmou que a Prefeitura de Irati não possui contratação para o descarte, mas já está sendo analisado. “Por enquanto, o município não tem uma empresa para recolher. Seria enterrado esses animais. Mas já estamos pensando, elaborando com o pessoal do Meio Ambiente, que vai ter que abrir uma licitação para uma empresa para recolher, para o descarte desses animais”, conta.
No caso de animais particulares, a responsabilidade é do dono. Se o animal morre em uma clínica, uma empresa especializada é contratada para realizar o descarte.