Presidente da ALACS assume comando da Associação das Academias de Letras, Ciências e Arte do Paraná

16 de janeiro de 2023 às 18h22m

Herculano Batista Neto também foi reeleito para estar mais um ano à frente da ALACS/Texto de Karin Franco, com reportagem de Rodrigo Zub e Paulo Sava

Herculano Batista Neto assumiu comando da Associação das Academias de Letras, Ciências e Arte do Paraná (ALCA). Ele também continua comandado a ALACS. Foto: João Geraldo Mitz (Magoo)

O presidente da Academia de Letras, Artes e Ciências do Centro-Sul do Paraná (ALACS), Herculano Batista Neto, passou a comandar a Associação das Academias de Letras, Ciências e Arte do Paraná (ALCA). O mandato é de dois anos.

Herculano foi indicado para a presidência estadual pela ALACS no encontro ocorrido em 2021 em Toledo. Após a confirmação do nome no ano passado no 16º Encontro das Academias de Letras, Ciências e Artes do Paraná realizado em Irati, Herculano assumiu a presidência no dia 1º de janeiro de 2023. “É uma grande responsabilidade porque querendo ou não, são 25 entidades culturais afiliadas à ALCA. A maioria delas são academias, mas tem Centro de Letras, tem Clube de Pensadores, tem outros associados”, conta Herculano.

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Além da ALCA, Herculano também foi eleito para ficar mais um ano à frente da ALACS, como presidente. “São dois compromissos que vão se arrastar por mais um bom tempo. Já estamos com as velas içadas já há um bom tempo também e o barco continua. Espero que tenhamos força suficiente para conduzir”, disse.

Herculano destacou que o trabalho realizado na ALACS, coordenando uma academia regional, auxiliará no cumprimento de sua missão de forma estadual. “É uma academia regional. Aqui também não é fácil de você dirigir todo esse contexto da regionalidade. Até por também como a maioria das Academias, elas são de Letras, Letras e Artes e algumas são Letras, Artes e Ciências, a nossa é uma dessas, Letras, Artes e Ciências. Nesse contexto, você tem que abrigar não só essas três facetas de defesa de cultura, mas também a regionalidade, que aqui espelha um pouco aquela área de abrangência que é Amcespar também conduz”, explica.

A ALCA possui encontros anuais, onde os membros compartilham as atividades realizadas em suas regiões. “O primeiro objetivo dos encontros é a interação entre os acadêmicos de todas as academias ou das entidades que fazem parte da ALCA. O objetivo, obviamente, não só é fortalecer a própria entidade, mas é dar espaço para que você conheça o trabalho, de uma maneira, o que cada entidade culturalmente está fazendo em prol da sua entidade, propriamente dita, mas em um contexto geral para o estado e, ainda se for ampliar um pouco, a nível de Brasil, como que está se comportando as Academias frente às outras inclusive”, conta o presidente da ALACS.

Na ALACS, um dos trabalhos realizados foi uma revista comemorativa de mais de 300 páginas que recuperou a história de criação da entidade, incluindo biografias de acadêmicos e patronos de cada cadeira. “Importante porque é um projeto que traz não só a parte do que a Academia já pode fazer nos seus projetos, alguns deles, mas um pouco da história do nascimento da Academia e a recuperação dessas biografias. Essas biografias deram um bom trabalho para poder confluir todas. Não deixamos nenhuma para trás, isso foi nossa grande realização”, destaca Herculano.

A ALACS também promove concursos culturais que auxiliam na promoção de artistas locais. Entre os concursos promovidos estão o de Haikai, de Trovas e a premiação Colmeia de Ouro. Em fevereiro, também devem se encerrar as inscrições para o IV Concurso Literário Foed Castro Chamma.

Ao todo, a ALACS possui 40 cadeiras, sendo que no momento, quatro estão vagas. A entidade pretende lançar um edital para a nomeação de novos membros. “Hoje nós temos praticamente quatro cadeiras que consideramos vacantes. A nossa instituição se assemelha a velha tradição de ter 40 cadeiras na Academia, como acontece com as demais também, a maioria pelo menos. O acesso à nossa academia se dá conforme rege o estatuto. Quando você tem algumas cadeiras ou até se tiver uma só, mas está vaga por algum tempo, a Academia busca fazer um edital para acolher alguém, para obviamente continuar naquela cadeira. Nesse ano, há uma grande possibilidade da fazermos o edital para completar as cadeiras que estão vacantes”, explica.

O edital é publicado e durante um período de 60 dias é feito o recolhimento de propostas de nomes. “A partir dali, numa sessão fechada, com voto secreto, as cadeiras são preenchidas. A maioria dos que estão presentes nessa seção é que vão determinar, por votos secreto ainda, mas ela é acolhida dessa forma. Ninguém convida”, conta.

A expectativa é que o novo edital possa auxiliar a aumentar a representatividade de alguns municípios da região. “Nós já tivemos, por exemplo, em Prudentópolis quatro acadêmicos. E com o tempo faleceu um, outro não quis mais, outro desistiu no começo. Então, hoje você tem quatro, mas acabou sendo preenchido por outros municípios. Entendemos até que em Prudentópolis há uma necessidade de ter representação lá, mas ninguém pode obrigar Prudentópolis a apresentar a querer, porque você tem que comunicar a comunidade, não só lá, como em qualquer uma das outras, que existe uma situação aberta e a nossa finalidade é fazer com que haja a divulgação. A partir dali, os interesses é de cada um. Querer estar presente, querer participar”, disse.

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