Lei pode obrigar curitibanos a usar sacos de lixo de cores diferentes

26 de novembro de 2014 às 12h07m

Proposição seria votada em segundo turno nesta terça, mas sessão foi adiada porque vereador quer apresentar emendas. Votação está marcada para os dias 2 e 3 de dezembro

Gazeta do Povo – Antonio Senkovski 


Os vereadores de Curitiba votam, na terça-feira (2) da semana que vem, um projeto de lei que pretende obrigar condomínios da capital a usar cores diferentes para sacos de lixo destinados a resíduos orgânicos e a recicláveis. A proposta, de autoria do vereador José Carlos Chicarelli (PSDC), estava na pauta desta terça-feira (25), mas teve sua votação adiada porque o vereador Bruno Pessuti (PSC) quer propor duas emendas ao texto.

Pela proposta original, os sacos de lixo deverão ter a cor preta quando forem usados para o descarte de resíduos orgânicos. Para o lixo reciclável, a proposta fala na utilização de sacos “preferencialmente” na cor azul. A obrigatoriedade, pelo texto inicial, será apenas para condomínios acima de 10 unidades habitacionais, com multa de R$ 1.000 pelo descumprimento – valor cobrado em dobro no caso de haver reincidência.

Durante a sessão desta terça (25), o vereador do PSC, segundo informações repassadas pela assessoria da Câmara de Vereadores de Curitiba, disse que uma das emendas que pretende apresentar pede a exclusão de seis artigos do texto do projeto de lei inicial. A segunda emenda praticamente reescreverá a proposição, mas o texto das duas ainda não está disponível.

A intenção do parlamentar seria tornar obrigatório o uso de sacos plásticos na cor preta para lixo orgânico (liberando outras cores e recipientes para os resíduos recicláveis, como caixas de papelão). Além disso, a emenda do vereador deixaria a critério do município a fixação de multa, diferente do que consta na proposta inicial. A logística reversa e o fato de esses itens não poderem ter descarte comum também deve entrar no texto.

O fato de o vereador apresentar emendas não significa que o texto da lei será modificada. Isso depende do entendimento dos vereadores, que agora devem votar em segundo turno a proposição no dia 2 de dezembro, já que a proposta teve a votação adiada em três sessões. Por ter emendas, será necessária uma terceira sessão, chamada de redação final, que deve ocorrer no dia 3 de dezembro.

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