Conselho de Desenvolvimento Rural define diretrizes para se tornar Lei

11 de abril de 2017 às 08h40m

Representantes de associações fizeram comissão provisória e aprovaram regimento interno
Assessoria de Comunicação da PMI

© PMI

Representantes de associações dos produtores se reuniram com a secretaria de Agricultura de Irati para instituir o CMDRS

A Secretaria de Agricultura de Irati se reuniu com 30 representantes de associações de produtores para discutir sobre os próximos trabalhos do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS). A reunião aconteceu na quarta-feira (05), na Aciai e também contou com a presença da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab), Emater e Sindicato dos Trabalhadores Rurais. O encontro discutiu a transformação do CMDRS de decreto para lei e a disponibilização de recursos do programa Pró-Rural.

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Com a importante participação dos produtores rurais de Irati, o Conselho foi aprovado pelos participantes para se tornar uma lei municipal. “Agora, o Executivo deverá encaminhar para o Poder Legislativo para aprovar este novo regulamento”, explica o secretário Raimundo (Mundio) Gnatkowski. Até o próximo encontro, que vai acontecer em junho, foi definida uma comissão provisória por 60 dias com quatro membros. A reunião ordinária do Conselho terá a eleição oficial com validade de dois anos da diretoria que assumirá. Para isso, todas as comunidades enviarão um representante.

ASSOCIAÇÕES COM RECURSO DE ATÉ R$420 MIL
Durante a reunião, o secretário Mundio esclareceu aos agricultores que há recursos do Programa Estadual de Desenvolvimento Econômico e Territorial, o Pró-Rural, em até R$420 mil para auxiliar as associações para o fomento da agroindústria. “Não temos nenhuma empresa de Irati que recebe este recurso ainda. Com o repasse, os produtores unidos podem montar uma estrutura, organizar a associação, comprar equipamentos e até veículos”, destaca Gnatkowski.

Basilio Tadra, agricultor e morador da Linha D do Itapará, é presidente da associação da região. “Temos dois produtores que estão trabalhando com o cogumelo shiitake em parceria de um projeto com a Prefeitura e a Unicentro. Esta produção já está sendo comercializada e é uma ideia para trabalharmos como associação desse modelo”, conta Tadra. Mundio acrescenta que a secretaria já está trabalhando na possibilidade de montar uma agroindústria para atender os produtores da região do Itapará.

O produtor da Linha Iratizinho e presidente da associação de Água Mineral, José Pires da Silva, ficou interessado e vai levar a proposta para sua comunidade. “Nós já temos lá a produção de galinha caipira e ovos. São 30 famílias associadas e seria possível montarmos uma agroindústria, adquirindo um frigorífico com este recurso, por exemplo”. Nesta região, a produção de oliveira também se destaca e a secretaria de Agricultura está com projetos para a melhor utilização deste produto.

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“Hoje, nosso maior desafio é fazer com que o agricultor entenda que é muito viável trabalhar com o produto transformado para a comercialização por meio da agroindústria. Temos dificuldade de encontrar geleias e produtos em conserva nas prateleiras de mercado de produção iratiense”, expõe Mundio, que deseja fomentar este trabalho nas comunidades rurais com este auxílio de recursos.

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