Preso motorista que atropelou funcionário da Caminhos do Paraná

08 de agosto de 2017 às 14h04m

Inspetor de trânsito Luiz Fernando Maia morreu ao ser atropelado, no sábado (5), enquanto prestava assistência a um caminhão com problemas mecânicos

Da Redação, com informações da PM  
As equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar, em operação conjunta, conseguiram localizar o veículo que atropelou e matou o funcionário da concessionária Caminhos do Paraná, Luiz Fernando Maia, de 31 anos, na noite de sábado (5), na BR-373, em Guamiranga. O veículo foi localizado na localidade de Alto do Tigre, interior de Guamiranga. O dono do automóvel deve ser indiciado por homicídio doloso e omissão de socorro.
O automóvel foi localizado no início da tarde de domingo (6), nas proximidades do local onde ocorreu o acidente. A polícia chegou até o veículo através de um levantamento das características do carro envolvido e visualizou um automóvel parecido dentro de uma propriedade rural. O carro estava sem um espelho retrovisor e sem pedaços do parachoque.
No local do acidente, de onde o veículo se evadiu sem prestar socorro, foram encontrados o retrovisor caído e os pedaços do parachoque. O dono da propriedade rural autorizou a entrada da equipe e confirmou ser o proprietário do veículo Gol verde envolvido no atropelamento de Luiz Fernando. As avarias do automóvel condiziam com as do carro que atropelou o funcionário da Caminhos do Paraná.

Proprietário alega que emprestou carro

O veículo foi apreendido e encaminhado à Delegacia de Imbituva. O dono do automóvel também foi levado para prestar depoimento. O homem relatou que estava em Guamiranga, sozinho, e foi a um pátio de veículos, depois passou por um bar.
Segundo o dono do veículo, quando retornava para casa, passou por um posto de combustíveis e encontrou um conhecido, para quem teria emprestado o carro para ir até Imbituva. No entanto, o homem não soube informar precisamente o nome, o telefone nem o endereço do rapaz para quem teria emprestado o veículo.
Enquanto isso, o dono do automóvel ficou sozinho, a pé, e esperou que seu cunhado viesse buscá-lo. Já em casa, por volta das 21h20, o homem que havia emprestado o veículo chegou para devolvê-lo. O automóvel apresentava avarias e o homem disse apenas que tinha atropelado um cone de trânsito. O dono do carro disse que não pediu nenhuma informação adicional a essa pessoa, que teria ido embora, a pé, em direção a Irati.
O proprietário do veículo disse que ficou sabendo do acidente apenas por volta das 22h e que não comunicou a polícia.
A história não convenceu a delegada de Imbituva, Emanuelle de Oliveira Siqueira, que comprovou que o dono do carro foi o autor do atropelamento. Ele deve ser indiciado, em princípio, por homicídio culposo, qualificado pela omissão de socorro. “Se identificarmos outros elementos, a capitulação pode ser mudada”, acrescenta a delegada durante entrevista ao repórter Sérgio Soriani, da Rádio Alvorada.
Testemunhas indicadas pelo proprietário do veículo relataram que ele teria confessado o atropelamento, mas que achou que era um cone de trânsito e não uma pessoa. Luiz Fernando usava o uniforme da concessionária, com faixas reflexivas, no momento do acidente.

Omissão de socorro

Um veículo Gol, de cor verde, com placas de Prudentópolis, posteriormente identificado, atropelou e matou o inspetor de trânsito Luiz Fernando Maia, de 31 anos, que trabalhava para a concessionária Caminhos do Paraná, por volta das 20h50 de sábado (5). O acidente foi registrado no km 243,4 da BR-373, na localidade de Alto do Tigre, no interior de Guamiranga.
Luiz prestava assistência a um motorista que enfrentava problemas mecânicos no caminhão. O funcionário acionou o guincho e tinha sinalizado o local. Ele foi fotografar o local sinalizado, para registro, e ficou de costas para o sentido do fluxo de veículos, sem perceber a aproximação de um veículo verde. O carro o atropelou e, com o impacto, Luiz foi arremessado, bateu contra a defensa metálica (guardrail) e caiu a alguns metros dali, indo a óbito.
O corpo de Luiz Fernando foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de Ponta Grossa.
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