Vice-prefeito assume o cargo até que a nova secretária, Magali Salete de Camargo, se desvincule da 4ª Regional de Saúde
Da Redação
© Paulo Henrique Sava
Amilton assumiu o cargo de secretário de Saúde até que a nova secretária, Magali Salete de Camargo, se desvincule da 4ª Regional de Saúde
Em decreto assinado na quarta-feira, 20, o prefeito de Irati Jorge Derbli nomeou o vice-prefeito Amilton Komnitski como secretário interino de saúde. No período que permanecer a frente da pasta, ele irá receber apenas o subsídio pelo cargo de vice-prefeito, não acumulando os vencimentos como secretário.
Amilton assume o cargo interinamente, até que a nova secretária Magali Salete de Camargo conclua seu vínculo com a 4ª Regional de Saúde. Ela já concluiu seu processo de aposentadoria, mas precisa ainda encerrar um período de licença-prêmio, que ainda tem vigência até o final de outubro.
Na última semana, ao apresentar a nova secretária para a imprensa, Derbli chegou a cogitar a possibilidade de que a funcionária de carreira da Secretaria, Deise Danyliszyn, assumisse a secretaria interinamente. No entanto, segundo Komnitski, ela teria recusado o convite.
Durante a sessão da Câmara de terça-feira, 19, o vereador Marcelo Rodrigues (PP) manifestou sua preocupação com relação à vacância do cargo de secretária da Saúde. “Dá impressão que o vice-prefeito quer achar um laranja”, disse em referência a possibilidade de interferência do vice-prefeito.
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Rodrigues afirmou também que Magali já estaria respondendo como secretária, o que configuraria um ato de improbidade administrativa por parte do prefeito Derbli, uma vez que ela ainda não encerrou seu vínculo com o Governo do Estado.
Procurado pela reportagem, Komnistki preferiu não gravar entrevista. Magali também não quis comentar o assunto.
Durante as últimas sessões da Câmara de Irati, os vereadores disseram que o pedido de exoneração do ex-secretário de Saúde, Agostinho Basso, foi motivado por pressão de Amilton. Por isso, os parlamentares sugeriram que o vice-prefeito assumisse o comando da pasta.
Agostinho Basso pediu exoneração no final de agosto, através de uma carta, assinada por ele no dia 21 e entregue ao prefeito Jorge Derbli. Basso alega que tomou a decisão por conta de tentativas de interferência na secretaria por parte de membros da alta cúpula da administração municipal, por incompatibilidade de interesses e princípios e por manifestações de ingerências na pasta. Na carta, o secretário alega que isto “dificulta a autonomia necessária para uma gestão de qualidade e eficaz”.
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