Homem foi condenado por homicídio quadruplamente qualificado em sessão de Tribunal do Júri de Mallet na quinta-feira (13)
Da Redação, com informações do MP-PR
O vigia noturno Adriano Santos de Oliveira foi condenado a 20 anos e três meses de reclusão por homicídio quadruplamente qualificado (feminicídio), em sessão do Tribunal do Júri na Comarca de Mallet na última quinta-feira (13). O réu confesso do assassinato de Eva Simone dos Santos, com quem mantinha um caso extraconjugal, estava detido desde o dia 24 de novembro de 2016, em cumprimento a mandado de prisão expedido pelo juiz da Comarca de Mallet, Ítalo Mario Bazzo Júnior.
Segundo a denúncia oferecida à Justiça pelo Ministério Público, Adriano era casado e mantinha relacionamento com a vítima, que teria pedido a ele que deixasse a esposa para viver com ela. Esta teria sido a razão que levou o autor a matá-la esganada. Eva foi morta dentro do carro de Adriano, na Colônia Três, no interior de Mallet. A vítima era moradora de Paula Freitas, cidade vizinha.
A condenação por homicídio quadruplamente qualificado é justificada pela morte da vítima ter como qualificadoras o feminicídio (crime cometido contra mulher por condição de sexo feminino); motivo fútil; impossibilidade de defesa da vitima e meio cruel (asfixia).
O condenado não poderá recorrer da sentença em liberdade.
“Mata-leão”
A versão inicialmente alegada pelo autor, réu confesso do crime, foi a de que a vítima pediu a ele que ensinasse como aplicar o golpe “mata-leão”, usado para imobilização, e que ele teria aplicado muita força, o que resultou na morte da vítima, ocorrida em 18 de novembro de 2016.
Naquela oportunidade, a PM de Mallet foi acionada para atender a uma situação de achado de cadáver na localidade de Faxinal, interior de Paula Freitas. Eva Simone dos Santos, que era conhecida também como “Eva Simone Olivette”, foi encontrada morta por asfixia.
Nas diligências em busca do suspeito do crime, a PM chegou até Adriano Santos de Oliveira, que mantinha um caso extraconjugal com a vítima. No primeiro contato com a Polícia Militar, o homem usou como álibi que teria passado a noite em casa e, na madrugada, saiu para trabalhar como vigia noturno.
No depoimento à Polícia Civil, ele relatou que precisou ir até o distrito de Rio Claro do Sul, atendendo a um chamado de um funcionário, que passou mensagem dizendo que um carro suspeito circulava no local. Adriano ainda alegou que precisou ficar fazendo ronda até as 5h da madrugada.
A PM foi até o Distrito de Rio Claro do Sul averiguar as informações prestadas, mas não encontrou o funcionário mencionado por Adriano. Contudo, ao patrulhar a região, encontraram o Celta vermelho que pertencia à vítima, estacionado num estabelecimento comercial.
O funcionário do local afirmou que Adriano tinha ligado 20 minutos antes pedindo para deixar o carro estacionado. Depois disso, o homem foi levado até a Delegacia de Mallet, onde confessou o assassinato. Ele chegou a ser liberado após prestar depoimento e, no dia 24 de novembro, foi expedido o mandado de prisão contra ele.